Nasa lança missão inédita para estudar formação de furacões

No próximo fim de semana, a Nasa (agência espacial americana) vai lançar uma missão de seis semanas para estudar a formação e a intensificação de furacões que ajudem a melhorar a previsão de tempestades tropicais. Um avião não pilotado, chamado Global Hawk, vai se juntar a várias aeronaves, todas equipadas com instrumentos meteorológicos para observar …

28/08/2010 11:45



No próximo fim de semana, a Nasa (agência espacial americana) vai lançar uma missão de seis semanas para estudar a formação e a intensificação de furacões que ajudem a melhorar a previsão de tempestades tropicais.

Um avião não pilotado, chamado Global Hawk, vai se juntar a várias aeronaves, todas equipadas com instrumentos meteorológicos para observar a temporada de tormentas de uma forma nunca vista.

A missão foi projetada para aproveitar justamente o auge da temporada de furacões, que geralmente começa no meio de agosto no hemisfério Norte.

Chamado de Experiência GRIP (Processo de Origem e de Intensificação Rápida, na sigla em inglês), o projeto envolve mais de uma dúzia de instrumentos científicos a bordo do avião não tripulado Global Hawk, um bombardeiro WB-57 da época da Guerra Fria.

Ramesh Kakar, o chefe da Nasa para programas ligados à ciência, diz que o objetivo do programa é melhorar o conhecimento sobre os processos físicos que provocam a formação de um furacão.

Ele espera que os institutos de meteorologia usem os dados do GRIP em seus modelos, para que seja possível avisar com mais antecedência as comunidades que caminho dos furacões.

Bill Gray, um conhecido meteorologista da Universidade Estadual do Colorado, que não faz parte da missão GRIP, diz que os cientistas conseguem prever a trajetória de um furacão assim que ele se forma cada vez com mais precisão, mas é muito difícil dizer se uma perturbação tropical vai se transformar em uma tempestade e que tamanho irá ter.

O meteorologista explica que os furacões são fenômenos complexos, que exigem recursos em grande escala para que seja possível entender eventos de pequena escala – como por exemplo, a formação de nuvens, o vento e a condensação – para saber como esses elementos interagem uns com os outros. Ele conta que “não é fácil juntar todas essas peças”.

O avião não tripulado leva instrumentos para medir vários elementos: os ventos (horizontal e verticalmente), a temperatura e a distribuição das gotas d’água dentro das nuvens, a pressão, a umidade e os relâmpagos.

O WB-57 também vai levar um novo instrumento que fará medições em alta resolução do perfil do vento, a partir do chão até a altura da aeronave (que ficará a 18 mil metros), dando aos cientistas uma boa ideia da velocidade do vento em volta do furacão.