Silval Barbosa anuncia a descoberta do ‘pré-sal’ de Mato Grosso

“Esse é o nosso pré-sal”, enfatizou o governador Silval Barbosa ao finalizar o anúncio da descoberta de depósitos de fosfato e minério de ferro na região Oeste de Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (01.09) no Salão de Reunião Governador José Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, ao lado do secretário de Indústria, Comércio, …

01/09/2010 17:04



“Esse é o nosso pré-sal”, enfatizou o governador Silval Barbosa ao finalizar o anúncio da descoberta de depósitos de fosfato e minério de ferro na região Oeste de Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (01.09) no Salão de Reunião Governador José Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, ao lado do secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf.

O depósito de ferro é estimado em 11 bilhões de toneladas, com teor de 41%. Para entender a dimensão dessa descoberta, Carajás tem 3 bilhões de toneladas. O depósito de fosfato é cerca de 428 milhões de toneladas, com teor de 6%. Mato Grosso consome atualmente 610 toneladas/ano. O depósito equivale, portanto, a 700 anos de consumo do Estado de Mato Grosso. O dois depósitos estão localizados no município de Mirassol D’Oeste. “Essa é a boa notícia”, disse o governador Silval Barbosa. “Mato Grosso nos surpreende a cada dia”.

Essa é a primeira fase, segundo Nadaf, que começou há mais de 5 anos, quando o governo de Mato Groso iniciou a preocupar com o abastecimento de fosfato para a agricultura do Estado. Quando o governo Federal iniciou o programa Fosfato Brasil, através da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, Mato Grosso foi o primeiro Estado da União a aderir ao programa e o este foi o resultado. O relatório preliminar mostra uma área de 43 km2. Segundo os técnicos, “um depósito de porte internacional, pela quantidade e pelo teor do bi-fosfato-ferro”.

Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), ressaltou a importância do anúncio levando em consideração o fósforo, que é um dos ingredientes do NPK, elemento macro da produção de grãos na região. Tratam-se dos adubos à base de Nitrogênio (N), Potássio (K) e Fósforo (P), que Mato Grosso pode passar a produzir. “O Brasil consome fósforo importado até em Israel. Com essa descoberta o Estado deixa de ser importador e passa a ser exportador”, afirmou. Rui Prado diz que a agricultura de Mato Grosso vai economizar R$ 400 milhões na agricultura por ano. “Se essa descoberta tivesse acontecido 10 anos atrás, nenhum produtor estaria endividado”, garante. Quanto a pecuária, além da economia em torno de R$ 200 milhões/ano, Mato Grosso vai poder recuperar toda área degradada pelas pastagens, tendo um ganho ambiental sem precedente, ao mesmo tempo em que vai aumentar geometricamente a produção de carne.

O governador Silval Barbosa disse que a segunda fase será a de busca empresas que queiram beneficiar esses minérios e se instalar no Estado, gerando emprego e renda. Aliado a notícia do “pré-sal” de Mato Grosso, o governador informou ainda que, tinha recebido em seu gabinete os diretores da Fast Food (Sadia-Perdigão) que foram informar a expansão das plantas de produção no Estado. E pediu que o governo indicasse municípios que precisam de investimento para se recuperarem economicamente.

Silval Barbosa também anunciou que Mato Grosso passará a assumir os estudos de viabilidade econômica com a desistência da empresa América Latina Logística (ALL) no direito de concessão da ferrovia Ferronorte, entre Rondonópolis-Cuiabá; Cuiabá-Belém.

Participaram do evento, além de Pedro Nadaf, os secretários Chefe da Casa Civil, Eder Moraes, e da Comunicação Social, Onofre Ribeiro. O presidente e o 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputados Mauro Savi e Sérgio Ricardo, respectivamente.