Região de Sorriso tem o menor custo de produção

Plantar algodão na safra 09/10, em Mato Grosso, foi mais barato no município de Sorriso (420 Km ao Médio Norte de Cuiabá). De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a região registrou o custo de produção mais baixo para o plantio de algodão no Estado, estimado em R$ 2,759 …

02/09/2010 09:14



Plantar algodão na safra 09/10, em Mato Grosso, foi mais barato no município de Sorriso (420 Km ao Médio Norte de Cuiabá). De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a região registrou o custo de produção mais baixo para o plantio de algodão no Estado, estimado em R$ 2,759 mil por hectare. O custo operacional leva em conta os insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) e operações agrícolas (mão-de-obra, preparo do solo, adubação e semeadura, aplicações de defensivos, aplicação aérea, capina, colheita e manejo pós-colheita).

A região com o segundo melhor custo de produção para o cultivo da pluma no Estado foi o Sudeste, representado pelo município de Campo Verde (131 Km de Cuiabá), que encerrou a safra com custo estimado de R$ 3,004 mil por hectare.

O Oeste, representado por Sapezal (480 Km de Cuiabá), registrou custo operacional de R$ 3,108 mil.

Os insumos respondem por mais de 70% dos custos operacionais para a produção do algodão em Mato Grosso. No caso do Médio Norte, os gastos dos produtores com insumos para o plantio de 1 hectare de algodão na safra 09/10 foi de R$ 1,964, equivalente a 71% do custo operacional. Já o item “operações agrícolas” absorveu R$ 795,13 dos recursos dos produtores.

Na região Sudeste, os produtores desembolsaram R$ 2,240 mil para o pagamento de insumos (correspondendo a 74% do custo operacional total) e, R$ 764, para as operações agrícolas.

Região com custo de produção mais elevado em Mato Grosso, o Oeste aplicou R$ 2,474 mil em insumos, o equivalente a 79% do valor bruto do custo operacional em 1 hectare de algodão. Já as operações agrícolas responderam por R$ 634.

Ainda no item insumos, os menores desembolsos com aquisição de sementes foram registradas em Sapezal (R$ 96,39/hectare), seguido de Campo Verde (R$ 109) e, Sorriso, R$ 110. Preços melhores em Campo Verde podem estar diretamente ligados à questão do frete, por se localizar em região mais próxima dos fornecedores.

Quando o assunto é fertilizante, a região de Sorriso se destaca com os menores custos por hectare (R$ 789), acompanhado de longe por Campo Verde (R$ 1,098 mil/ha) e, Sapezal, R$ 1,344 mil/ha. De acordo com os especialistas, o menor custo de fertilizante está associado à melhor qualidade da terra, que requer menos investimentos em adubos e tecnologia.

Já os custos com defensivos agrícolas (fungicidas, herbicidas e inseticidas) ficaram praticamente “empatados” nas três regiões avaliadas pelo Imea. O menor custo foi registrado em Campo Verde, onde os produtores desembolsaram R$ 10,32 mil para fazer o controle de ervas, doenças e pragas daninhas em 1 hectare de lavoura. Em Sapezal, o custo foi de R$ 1,034 mil/ha e, em Sorriso, R$ 1,064 mil/ha.

CUSTO TOTAL – O Médio Norte apresentou o melhor custo de produção para o produtor na somatória de todas as despesas e encargos. O “custo total”, formado pela soma do custo operacional, “outros custos” (assistência técnica, transporta da produção, armazenagem e beneficiamento, impostos, seguros, financiamentos e custos administrativos) e “custos fixos” (depreciação de máquinas e equipamentos e custo da terra) foi de R$ 4,235 mil na região de Sorriso (Médio Norte), R$ 4.810 mil em Sapezal (região Oeste) e, R$ 4.878 mil, em Campo Verde (Sudeste).

O item “outros custos” fechou a safra 09/10 em R$ 966 em Sorriso, R$ 980 em Sapezal e R$ 1,097 mil em Campo Verde.

Já os desembolsos com os custos fixos somaram R$ 509 em Sorriso, R$ 721 em Sapezal e, R$ 777, na região de Campo Verde.