Silval e Maggi pedem votos a camelôs

Candidato à reeleição, governador Silval Barbosa (PMDB) visitou ontem o shopping popular, no bairro Dom Aquino. Ao lado do candidato a senador Blairo Maggi (PR), o peemedebista pediu votos para a coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar” e prometeu ampliar a estrutura do local que atualmente comporta 392 camelôs. “Estamos sendo parceiros do segmento buscando …

10/09/2010 09:53



Candidato à reeleição, governador Silval Barbosa (PMDB) visitou ontem o shopping popular, no bairro Dom Aquino. Ao lado do candidato a senador Blairo Maggi (PR), o peemedebista pediu votos para a coligação “Mato Grosso em Primeiro Lugar” e prometeu ampliar a estrutura do local que atualmente comporta 392 camelôs. “Estamos sendo parceiros do segmento buscando ajuda do governo federal para que eles trabalhem com tranquilidade. Esse é um local que gera muitos empregos”, discursou o governador.

Silval também visitou ontem as obras de duplicação da MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. Na semana passada, o candidato Wilson Santos (PSDB) percorreu o comércio popular fazendo campanha. Não é por acaso que os candidatos programaram atos políticos no shopping que é frequentado diariamente por cerca de 20 mil pessoas, segundo a Associação dos Camelôs. A entidade aponta que existem cinco mil comerciantes informais, dos quais dois mil estão concentrados em Cuiabá e Várzea Grande. O candidato Mauro Mendes (PSB) já fez campanha no comércio ambulante de Várzea Grande.

Uma ação recente da Polícia Federal denominada Operação Ágora causou a apreensão de R$ 2 milhões em mercadorias, segundo a Receita Federal. O problema seria a falta de cumprimento da legislação pelo próprio órgão, segundo o candidato a deputado estadual Misael Galvão (PR) que também é presidente da Associação dos Camelôs.

O ex-governador Blairo Maggi disse que fiscalizará no Congresso Nacional a implantação do Regime de Tributação Unificada (RTU) pela Receita Federal para que a Lei dos Sacoleiros seja cumprida e os camelôs saiam da ilegalidade no Brasil. “Desde que cheguei ao governo trabalhei muito para colocar a categoria na legalidade. O Estado criou um programa em que reduz o ICMS das importações em 3% e auxiliou na criação de uma cooperativa para tornar o produto mais competitivo. Se eleito, irei cobrar da Receita Federal o cumprimento da legislação”, afirmou Maggi.

Priorizando o corpo-a-corpo, Silval entregou seu material de campanha em todas as bancas. Ele voltou a dizer que não irá diminuir o ritmo dos atos políticos mesmo com um ambiente favorável que o coloca com grandes chances de se reeleger no primeiro turno. “Agora é hora de acelerar a campanha. Durmo menos de cinco horas por dia e assim continuarei até três de outubro”, destacou.

O governador pontuou que está dividindo o seu tempo entre campanha e atividades institucionais. Silval lembrou que, nesta semana, completa um mês que o município de Marcelândia foi palco de um incêndio que causou “enorme desastre”. De lá pra cá, o peemedebista explicou que o governo vem trabalhando para restabelecer a economia na cidade e reparar os danos às famílias desabrigadas. “Estamos respeitando a legislação e encaminhando pedido de apoio ao Banco do Brasil e ao BNDES para que ajudem as empresas sacrificadas pela tragédia. Um conjunto habitacional de 120 casas para os desabrigados do incêndio também começa a ser construído ainda neste ano”, finalizou.