Corrupção eleitoral no Norte de MT: Oito pessoas são presos

Oito pessoas foram presas em flagrante por prática de crimes eleitorais em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá). Após uma ordem da Justiça Eleitoral, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma gráfica, no bairro Industrial, e em um posto de combustível, na saída para Tapurah. As apreensões ocorreram …

22/09/2010 14:30



Oito pessoas foram presas em flagrante por prática de crimes eleitorais em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá). Após uma ordem da Justiça Eleitoral, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma gráfica, no bairro Industrial, e em um posto de combustível, na saída para Tapurah. As apreensões ocorreram no final da tarde de terça-feira (21).

Segundo informações do delegado da Polícia Civil, Marcelo Martins Torhasc, após várias denúncias, a Justiça Eleitoral investigou coligações e partidos que estavam distribuindo combustíveis em troca de voto na cidade.

Foram presos os dois proprietários de uma gráfica e o dono de um posto de combustível.  A Polícia não divulgou os nomes das empresas e nem das pessoas presas por ordem da Justiça. Outras quatro pessoas foram presas em flagrante abastecendo os veículos com o ticket de combustível.

Segundo a Polícia, eleitores iam até a gráfica, adesivavam o carro ou a moto, registravam em um caderno a placa do carro e confirmavam, por escrito, o recebimento do vale-combustível. Somente esse posto, localizado na saída da cidade, aceitava o ticket, em valores que variam de R$ 10, R$ 20 e R$ 30.

“A investigação irá continuar. Por isso, não vamos divulgar os nomes dos candidatos e/coligações envolvidos. Todos os eleitores que tiverem o nome e a placa do carro no caderno serão intimados a prestar depoimento”, afirmou o delegado Marcelo Torhasc.

As oito pessoas presas foram enquadradas em crime de corrupção eleitoral, podendo pegar até quatro anos de prisão. Os empresários também irão responder por formação de quadrilha. Os cinco eleitores presos em flagrante vão responder por corrupção passiva, por receberem vantagens.

“O crime de corrupção eleitoral abrange as modalidades ativa e passiva, de forma que não somente aquele que promete, oferece ou efetivamente dá a vantagem indevida responde pelo crime, mas também aquele que recebe tal vantagem. A convicção política do indivíduo deve ser preservada. Não pode ser trocada por um vale combustível de ínfimo valor”, afirmou o delegado.