Consumo 10% maior em MT

O forte calor nas últimas semanas está levando as pessoas a consumir mais água. Estimativas do segmento de revenda e distribuição apontam para um incremento de vendas e consumo de cerca de 10% nestas primeiras semanas de setembro em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento de água mineral no Estado comemora a …

23/09/2010 08:36



O forte calor nas últimas semanas está levando as pessoas a consumir mais água. Estimativas do segmento de revenda e distribuição apontam para um incremento de vendas e consumo de cerca de 10% nestas primeiras semanas de setembro em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento de água mineral no Estado comemora a elevação das temperaturas de maneira mais acentuada em 2010.

Em Mato Grosso atuam 11 marcas diferentes e considerando as de outros estados, são cerca de 20 disputando este mercado.

De acordo com as concessionárias de exploração das minas e distribuidoras, as vendas de água mineral deram um salto de 10% nas três primeiras semanas de setembro deste ano, em relação a igual período de 2009, por conta da forte onda de calor que vem assolando o Estado, motivada pelo período de estiagem prolongada e baixa umidade relativa do ar. Em Cuiabá, os termômetros marcam acima de 40ºC em alguns horários desde a semana passada.

O calor que atingiu Cuiabá nas últimas semanas e que deve persistir nas próximas semanas anima ainda mais o setor de águas minerais. Devido à sazonalidade típica do produto, suas vendas se concentram neste período – que vai de agosto até dezembro – quando a demanda por água mineral aumenta na comparação com o primeiro semestre do ano.

“Neste ano nossa expectativa é de que as vendas cresçam 10% sobre o ano passado, quando já havíamos vendido muito”, aponta um funcionário da marca Lebrinha. “Para o segmento de águas, o Natal de quem vende o produto começa em agosto e vai até outubro, época de maior consumo em virtude das altas temperaturas como as que estamos registrando nos últimos dias”.

Segundo representantes das distribuidoras, o consumo de água nesta época do ano aumenta literalmente em embalagens de todos os portes – desde as garrafinhas de 500 mililitros (ml) até aos galões de 20 litros. “A procura realmente é grande e o mês de outubro normalmente é o que vende mais no ano”.

Celso Gomes da Silva, gerente de uma distribuidora de Cuiabá, constata um aumento de 10% no consumo de águas minerais no período de agosto a setembro. “Se considerarmos o ano todo, o incremento médio é de 12% para todas as marcas”, informa.

A Cristalina é outra marca que está se dando bem com as vendas neste período do ano. De acordo com uma fonte da gerência, as vendas registram incremento de 15% só no mês de setembro.

A Puríssima também constata incremento nas vendas de água mineral em todo o Estado. De acordo com uma fonte da diretoria, 50% das vendas estão concentradas na região da Grande Cuiabá. “A água mineral é uma tendência mundial e a cada dia notamos que a população está optando pelo produto, ao invés da água filtrada. O calor é ruim, mas temos de torcer para que continue para que possamos vender mais”.

ANO A ANO – Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação de Mato Grosso, Wilmar José Franzner, o crescimento anual de consumo de águas minerais no Estado varia de 4% a 6%, média de 5%. “Constatamos um aumento gradual do consumo, todos os anos, mas em 2010 o calor está mais intenso e só neste mês de setembro já houve um crescimento de 10% em relação a setembro do ano passado”. Outro fator que está refletindo maior crescimento este ano é o período eleitoral, com a campanha demandando um consumo extra com a mobilização de um grande número de pessoas trabalhando nas ruas.

Nos três meses do segundo semestre, o Sindicato constata crescimento entre 6% e 7% no consumo, em relação ao mesmo período do ano passado. Mato Grosso produz atualmente cerca de 12 milhões de litros de água mineral por mês, suprindo em 70% o consumo interno. Considerando outras marcas de fora, são ofertados 15 milhões de litros. O mercado de águas minerais movimenta cerca de R$ 25 milhões por ano em Mato Grosso, com a Puríssima e Lebrinha concentrando o market share (mercado de água mineral) do segmento no Estado.