Em MT, Serra e Marina falam em 2º turno

Na reta final da campanha presidencial, os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) escolheram Mato Grosso para fortalecer os projetos de chegar ao segundo turno. Serra fez campanha em Sinop, distante 500 km da Capital, enquanto Marina dedicou as poucas horas a pedir votos em Cuiabá, maior colégio eleitoral do Estado. Em Mato …

24/09/2010 07:37



Na reta final da campanha presidencial, os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) escolheram Mato Grosso para fortalecer os projetos de chegar ao segundo turno. Serra fez campanha em Sinop, distante 500 km da Capital, enquanto Marina dedicou as poucas horas a pedir votos em Cuiabá, maior colégio eleitoral do Estado.

Em Mato Grosso, Serra prometeu tratar com prioridade a saúde nos municípios, aumentar o salário mínimo, reajustar a aposentadoria e “esticar” a Ferronorte até Cuiabá. “O momento é de muita expectativa. Vamos ao segundo turno na eleição para presidente e para governador de Mato Grosso”, prevê o candidato.

“Não é boa essa história de eleição que acaba no primeiro turno”, defendeu Marina em Cuiabá. ‘Escoltado’ pelo candidato ao governo Wilson Santos (PSDB), seu vice Dilceu Dal Bosco (DEM), os candidatos ao senado Antero Paes de Barros (PSDB) e Jorge Yanai (DEM) e o ex-prefeito e candidato a deputado federal Nilson Leitão (PSDB), além de correligionários, o candidato a presidente caminhou pelo Centro da cidade. “Zé Serra veio animar a campanha em Mato Grosso e reforçar nosso projeto. Segundo turno é uma realidade”, ressaltou o ex-prefeito da Capital.

Sob o sol de 40°, Serra visitou o comércio local pedindo votos na modalidade corpo-a-corpo. Centenas de pessoas acompanharam o candidato que terminou sua passagem pelo “Nortão” conhecendo a Apae do município. Ele desembarcou em Sinop ao meio-dia e partiu para Brasília às 17h, onde participaria de um debate entre os presidenciáveis.

O tucano criticou o discurso de “continuidade” pregado pelo governo Lula (PT) que coloca a eleição de governadores de sua coligação como condição para o desenvolvimento do Brasil. Na propaganda eleitoral do governador Silval Barbosa (PMDB), candidato à reeleição, Lula e a presidenciável Dilma Rousseff (PT) citam o peemedebista como garantia de execução de obras estruturais, impulsionadas pelos jogos da Copa do Mundo de 2014. “Existe hoje alguma obra da Copa? Quem lança obras no papel são eles. Não tem nenhuma obra parada no caminho. A ferrovia Centro-Oeste, por exemplo, não existe. Aqueles programas que estão em andamento eu vão tocar. Nunca construí estrada com saliva. Eu sempre fui um realizador e minha biografia mostra isso”, criticou José Serra.

O candidato da oposição defendeu o postulante ao governo de seu partido e ressaltou que o alinhamento com a bancada federal será fundamental para garantir recursos para o Estado. Serra já havia prometido que viria a Mato Grosso pedir votos para a coligação “Senador Jonas Pinheiro”, entretanto a agenda era esperada para acontecer em Cuiabá. Ele justificou que optou por Sinop, que possui pouco mais de 110 mil habitantes, porque a cidade faz parte de um contexto regional de desenvolvimento acima da média nacional, mas se depara com carências como todos os outros estados.

Para solucionar o problema das queimadas, Serra propôs a criação da defesa civil nacional. “Não é brincadeira o que aconteceu em Marcelândia e que também acontece em outros estados. Precisamos da defesa civil nacional equipada para combater todos os tipos de calamidade”, prometeu.