Mauro quer tirar seu nome do horário de Silval

A proximidade do término da propaganda eleitoral gratuita tem levado os candidatos a governador intensificarem a troca de acusações durante as inserções na TV e no rádio. Depois de ter sido acusado por desaprovação de contas de campanha e suposta compra de partido na eleição 2008, o candidato Mauro Mendes (PSB) teve os episódios de …

29/09/2010 10:27



A proximidade do término da propaganda eleitoral gratuita tem levado os candidatos a governador intensificarem a troca de acusações durante as inserções na TV e no rádio. Depois de ter sido acusado por desaprovação de contas de campanha e suposta compra de partido na eleição 2008, o candidato Mauro Mendes (PSB) teve os episódios de “calote” a um ex-marqueteiro e de um cheque milionário sustado veiculado contra ele.

Em contrapartida, a entrevista em que o governador Silval Barbosa (PMDB) aparece defendendo a divisão de Mato Grosso passou a ser massificada tanto por Wilson Santos (PSDB) quanto por Mauro Mendes. A propaganda eleitoral gratuita termina amanhã.

A inserção contra o candidato socialista partiu da coligação “Mato Grosso Melhor em Primeiro Lugar”, encabeçada por Silval Barbosa. Nela, citam que Mauro Mendes emitiu um cheque de R$ 1,1 milhão à empresa Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto e, depois, o sustou, além de ter dado o “calote” na empresa inicialmente contratada para fazer sua campanha. “Isso é ser novo na política?”, indaga o locutor da propaganda.

O coordenador jurídico da coligação, advogado Paulo Taques, informou que ontem mesmo ingressaria no TRE com pedido de direito de resposta e liminar para suspender a veiculação da propaganda que classificou como “difamatória”.

Dias antes, Mauro e seu grupo político foram alvo de uma série de acusações disparadas pela coligação “Mato Grosso para Todos”, formada por partidos nanicos que apóiam a reeleição de Silval. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, no entanto, proibiu a veiculação da inserção que também incluía o candidato ao Senado, Pedro Taques (PDT), e o candidato a vice-governador, Otaviano Pivetta (PSB).

A propaganda contra Mendes foi motivada pelo tom crítico iniciado pelo próprio socialista que vem explorando o episódio do superfaturamento de R$ 44 milhões nas máquinas do programa “MT 100 Equipado”, numa tentativa de tirar votos de seus adversários. Em decorrência da associação da fraude com o candidato à reeleição, Mauro perdeu tempo em seus programas eleitorais.

A primeira acusação contra Silval apontando simpatia com o tema divisão do Estado apareceu no programa do candidato Wilson Santos. As mesmas imagens passaram a ser veiculadas nas inserções do tucano. A acusação ganhou mais destaque com ajuda de Mauro Mendes que começou a encaminhar por redes sociais o mesmo vídeo usado por Wilson.

O coordenador jurídico da coligação de Silval Barbosa, advogado Francisco Faiad, disse que também havia ingressado com pedido de suspensão da propaganda e direito de resposta.