Cafés especiais do Brasil se consolidam no mercado japonês

Segundo o produtor Túlio Junqueira, presidente da BSCA, o mercado asiático, principalmente Japão e Coréia, vem demonstrando uma tendência evolutiva para o nicho de cafés especiais. “O evento foi importante porque, mais uma vez, o Brasil marcou presença crescente neste mercado, com boa aceitação de nossos produtos”, destaca. O vice-presidente da entidade, Luiz Paulo Pereira …

02/10/2010 08:17



Segundo o produtor Túlio Junqueira, presidente da BSCA, o mercado asiático, principalmente Japão e Coréia, vem demonstrando uma tendência evolutiva para o nicho de cafés especiais. “O evento foi importante porque, mais uma vez, o Brasil marcou presença crescente neste mercado, com boa aceitação de nossos produtos”, destaca.

O vice-presidente da entidade, Luiz Paulo Pereira Dias Filho, compartilha a opinião, dizendo que, a cada exposição e conferência mundial organizada pela Associação Japonesa de Cafés Especiais (SCAJ), o Brasil ganha espaço no mercado. “Estamos demonstrando, ano a ano, que nossos cafés têm potencial para agradar a todos os paladares, sendo aceito em quaisquer mercados, indo ao encontro do proposto por nosso slogan: ‘one country, many flavours’ (um país, muitos sabores)”, aponta.

A diretora executiva da BSCA, Vanúsia Nogueira, completa, ressaltando a confiabilidade dos cafés especiais brasileiros – “além da qualidade comprovada mundialmente, o Brasil se consolida como um fornecedor fiel, com os compradores sem receio de fechar negócios com nossos produtores”, atesta.

O balanço da Exposição e Conferência Mundial comprova a consolidação do Brasil como provedor confiável e de produto com qualidade excepcional. Entre contatos fechados e em prospecção, a BSCA estima que sejam movimentados cerca de R$ 1 milhão, valor referente à negociação de aproximadamente 2 mil sacas de café. “A feira nos mostrou que o mercado japonês está absorvendo os novos patamares de preço do mercado de café, tanto que, neste ano, novos players nos procuraram para iniciar trabalhos conjuntos”, relata Vanúsia.

Um dos destaques do evento foi a apresentação “Sabor da Safra 2010 – The Taste of the Harvest”, ação liderada pelo presidente da Agricafé, Sílvio Leite, um dos maiores experts em café do mundo, e o presidente da SCAJ, Hidetaka Hayashi. Em sessões de cupping, 37 degustadores de renomadas cafeterias e empresas compradoras puderam avaliar, na xícara, a qualidade global de 31 amostras dos associados da BSCA. “É exatamente nesses programas de demonstração dos nossos cafés que a gente ganha espaço. Mostramos que temos condição para ocupar a posição de produtor dos melhores cafés especiais do mundo”, anota Luiz Paulo.

Cafés do Brasil — Durante a Exposição e Conferência Mundial de Cafés Especiais, no Japão, os presidentes da BSCA e da Agricafé, Túlio Junqueira e Sílvio Leite, respectivamente, ministraram uma palestra em seminário institucional sobre os Cafés do Brasil, apresentando as diversas regiões produtoras, as certificações brasileiras, o histórico dos cafés especiais no País, a atuação da BSCA, demonstrando a importância das ações da entidade aos cafeicultores, e a diferenciação dos métodos de avaliação para cafés commodities (usual) e o sistema criado especialmente para cafés especiais, como Cup of Excellence e SCAA, adotados pela BSCA. “Essa apresentação permitiu que os participantes soubessem que os cafés brasileiros, além de especiais, possuíam a certificação BSCA e o diferencial que ela agrega”, conclui Junqueira.

Identidade visual — Outro ponto inovador no evento deste ano foi a apresentação da delegação brasileira. A Apex-Brasil criou uma identidade visual para stand, folders e uniforme da equipe de trabalho, que exalta as cores do País, sob o slogan “One country, many flavours”.

De acordo com Cláudia Marinelli, coordenadora geral de Planejamento e Estratégias do Departamento do Café do Mapa, esse novo visual foi muito bem aceito pelos brasileiros e, principalmente, pelos participantes da feira no Japão. “A linha adotada pela Apex-Brasil cria uma identidade visual moderna e, vista a aceitação pública, acredito que poderá ser utilizada nos próximos eventos internacionais, de maneira que se consolide como a imagem de todos os nossos cafés no exterior”, afirma.

A coordenadora diz que o stand brasileiro se destacou não apenas por essa nova identidade, mas também pelos serviços apresentados. “A atratividade visual era nítida e, aliada a ela, proporcionamos a degustação de aproximadamente 1.500 doses dos cafés especiais brasileiros. É gratificante ver que todo o trabalho, envolvendo o Taste, o seminário institucional, a nova identidade visual e a degustação foram sucesso de público e crítica. Isso nos dá a certeza de que estamos caminhando na direção certa”, finaliza Cláudia.