Enfim, a solução para MT

A reativação da usina térmica de Cuiabá, a UTE Mário Covas, e a conseqüente retomada do mercado do gás natural em Mato Grosso está com os dias contados e gerando uma onda de otimismo Estado afora. A afirmação foi unânime entre todos os agentes empenhados em fazer este mercado retomar sua operação de maneira firme …

13/10/2010 10:02



A reativação da usina térmica de Cuiabá, a UTE Mário Covas, e a conseqüente retomada do mercado do gás natural em Mato Grosso está com os dias contados e gerando uma onda de otimismo Estado afora. A afirmação foi unânime entre todos os agentes empenhados em fazer este mercado retomar sua operação de maneira firme e contínua. Todos, Estado, União e Petrobras, assim como a controlada da usina, a Pantanal Energia, acreditam que no dia 18, durante uma reunião técnica em território boliviano, o governo local declare seu aval, ou seja, avalize a entrada da usina mato-grossense no rol de clientes da Petrobras. Se a oficialização for anunciada, a previsão é de que a planta, desativada há mais de três anos por falta de gás natural, entre em operação ainda em 2010.

Ontem, o diretor-presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia e o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, estiveram antecipando etapas em prol da reunião da próxima segunda-feira. Da Bolívia, Garcia explicou que até quarta-feira assina contratos que vão garantir o transporte de gás natural ao Estado. Sem a firmação dessas tratativas, consideradas secundárias, não há como fazer valer o contrato principal – aquele que ainda depende de aval – que habilita a Petrobras a se tornar fornecedora de gás à usina. Atualmente, a estatal nacional detém um contrato de compra e venda que assegura a recepção de 31 milhões de metros cúbicos ao dia e somente cerca de 2 milhões a 2,8 milhões de metros cúbicos é que serão enviados ao Estado. Apesar de ser uma questão de logística da Petrobras, a estatal aguarda desde maio pelo aval boliviano.

No Rio de Janeiro, o secretário Nadaf e técnicos da Petrobras fizeram uma avaliação de todos os pontos já acordados, uma espécie de check-list, para que tudo corra conforme a expectativa na reunião do dia 18. O encontro tem uma etapa técnica e também uma audiência do ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, com o governador Silval Barbosa. A comitiva mato-grossense que será formada pelo ex-governador Blairo Maggi, o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, o secretrário Nadaf e o diretor da Pantanal Energia, Fábio Garcia, aposta na oficialização do aval boliviano. “A usina está pronta para operar e nunca estivemos tão próximos da solução definitiva. Em menos de um ano, depois de tantas tentativas de acordo que foram feitas desde que o presidente Evo Morales decretou a nacionalização do gás e do petróleo em 2006, somente nos últimos meses com o compromisso assumido pelo governador Silval Barbosa e com o apoio do governo federal, passamos a ver a luz no fim do túnel. Nesse esforço conjunto, conseguimos mostrar a importância que a usina tem no contexto energético estadual e federal”, desabafa Garcia.

O secretário Nadaf lembra que no final do ano passado, em plena crise do gás natural – por falta de produto para abastecer os postos de combustíveis -, o Estado assumiu junto com a Pantanal, o compromisso de buscar a solução definitiva. “O Estado sabe que a viabilidade do gás em Mato Grosso depende do funcionamento pleno da usina que é a maior consumidora e assim, dilui os custos de transporte do gás”. Ainda no primeiro trimestre levamos esta demanda à esfera federal, já com a sugestão de que a Petrobras se tornasse mais um vértice deste triângulo”.