Termina paralisação

Sob orientação do Comando Nacional dos Bancários, o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb) decidiu acabar com a greve da categoria, que durou 15 dias. Os bancos voltam a funcionar normalmente hoje, com exceção do Banco da Amazônia, cujos bancários decidiram continuar em greve. A decisão de pôr fim à paralisação foi tomada ontem …

14/10/2010 10:06



Sob orientação do Comando Nacional dos Bancários, o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb) decidiu acabar com a greve da categoria, que durou 15 dias. Os bancos voltam a funcionar normalmente hoje, com exceção do Banco da Amazônia, cujos bancários decidiram continuar em greve.

A decisão de pôr fim à paralisação foi tomada ontem à noite, em assembleia geral da categoria, que reuniu cerca de 200 pessoas em Cuiabá. “A maioria aceitou as propostas da Fenaban [Federação Nacional dos Bancos], Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, então, consideramos que está na hora de voltarmos ao trabalho”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb), Arílson da Silva.

Para o sindicalista, o fato de terem conseguido reajuste de 7,5% no salário foi uma vitória, pois mostrou a força do movimento. Ele também comemorou a inclusão do quesito segurança durante as negociações com o Fenaban. “Conseguir trazer o tema para a discussão coletiva foi, com certeza, um grande avanço”, frisou.

Os bancários entraram em greve no dia 29 de setembro, pedindo melhorias salariais e de condições de trabalho. As reivindicações eram aumento de 11%, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), proteção ao emprego, valorização dos pisos salariais, contratação de mais funcionários, maior segurança para as agências, fim das metas abusivas e da precarização via correspondentes bancários e combate ao assédio moral.

Na segunda-feira, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil apresentaram suas propostas para tentar acabar com a greve nacional dos bancários.

A Fenaban propôs reajuste de 16,33% do piso salarial dos escriturários (com aumento real de 11,54%), reajuste de 13,82% para os caixas (com aumento real de 9,15%) e reajuste de 7,5% (aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. Para os que têm salário acima desse valor, R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação registrada no período). Entre os comissionados com salários mais altos, 5% receberão apenas a reposição da inflação.

Em relação à segurança bancária, a Fenaban propõe, no caso de assalto, atendimento médico ou psicológico após o incidente. O banco fará boletim de ocorrência em caso de assalto, tentativa de assalto e sequestro e haverá a possibilidade de o funcionário vítima de sequestro ser transferido para outra agência. O Fenaban também propõe a apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.

O Banco do Brasil também elaborou propostas para os bancários. Entre os principais itens estão o reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais e o aumento do piso salarial para R$ 1,6 mil – aumento real de 8,71%.

Duas das propostas da Caixa Econômica Federal (CEF) são reajuste salarial de acordo com a regra da Fenaban de 7,5% em todas as verbas, sem o teto de R$ 5.250 e aumento do piso da carreira administrativa para R$ 1,6 mil.