‘Aliados’ do PT declaram voto a Serra

O senador eleito Pedro Taques (PDT) e o empresário Mauro Mendes (PSB), que foi candidato ao governo do Estado nesta eleição, só não vão declarar apoio oficialmente a José Serra neste segundo turno por impedimento partidário. É o que informou o deputado estadual Percival Muniz (PPS) em reunião realizada ontem em Cuiabá entre os partidos …

15/10/2010 09:27



O senador eleito Pedro Taques (PDT) e o empresário Mauro Mendes (PSB), que foi candidato ao governo do Estado nesta eleição, só não vão declarar apoio oficialmente a José Serra neste segundo turno por impedimento partidário. É o que informou o deputado estadual Percival Muniz (PPS) em reunião realizada ontem em Cuiabá entre os partidos do arco de aliança de Serra. Líderes e deputados eleitos de DEM, PSDB, PDT e PPS compareceram ao ato.

Uma das surpresas da reunião foi a presença de Zeca Viana (PDT), eleito deputado estadual nesta eleição. Ele garantiu que ele e o irmão, o prefeito de Primavera do Leste, Getúlio Viana (PR), votam em Serra e vão fazer campanha para o tucano na região. O PDT faz parte do arco de aliança de Dilma Rousseff, nacionalmente.

Percival, que foi um dos principais articuladores da candidatura de Mendes, foi o responsável por fazer o intermédio com os dois e o grupos tucano e democrata. “O Taques disse para mim que vai votar em Serra e ajudar no que for possível, mas não vai se manifestar por causa da legenda, pois pode ser acusado de infidelidade partidária”, disse o deputado. Segundo Muniz, Mauro é simpático à candidatura de Serra, mas por questão partidária não pode se comprometer.

Pela legislação eleitoral, a infidelidade partidária pode culminar até na perda do mandato em caso de eleição proporcional, pois a vaga pertenceria ao partido.

O PPS em nível nacional é um dos principais partidos do arco de aliança do PSDB. Em Mato Grosso, porém, se coligou com PSB, PDT e PV, em torno da candidatura de Mendes. Segundo Percival, com o segundo turno apenas presidenciável o partido em Mato Grosso vai dedicar esforço para eleger Serra. O deputado explicou ainda que a coligação abrigava partidos com três candidatos a presidente diferentes: o PV com Marina Silva; o PSB e PDT com Dilma; e o PPS com Serra. E que assim conviveram em harmonia, cada partido com seu presidenciável e com um candidato ao governo comum.

Em diversas declarações, Mendes afirmou que um acordo havia sido firmado para que a presidenciável subisse ao palanque de todos os candidatos ao governo de seu arco de aliança. Em visita a Cuiabá, Mendes conseguiu apenas menos de cinco minutos de conversa com Dilma. Para Percival, Dilma saiu do primeiro turno “desonrada”, pois não cumpriu o acordo com as cúpulas partidárias.

Logo depois da eleição, Mendes disse que daria a Dilma o mesmo tratamento que ela deu a ele no primeiro turno. Já Pedro Taques vai adotar uma posição de neutralidade nessa fase da campanha: nem vai pedir votos para Serra, abertamente, e muito menos para Dilma.

Segundo Jayme Campos (DEM), o organizador da reunião suprapartidária, o presidente do PDT, deputado estadual Otaviano Pivetta, só não pôde comparecer a reunião porque estava viajando.

O deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) alertou que os adversários vão usar o nome de Luiz Antônio Pagot, presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), para convencer os produtores do interior a votarem em Dilma. “Estão dizendo que se Pagot sair do Dnit os investimentos em infraestrutura serão interrompidos. Temos que desmentir esses boatos. Serra tem compromisso com Mato Grosso”, alertou o deputado.