Malheiros e Savi perderão cargos no governo; bancada fará indicações

 Os deputados reeleitos para terceiro mandato João Malheiros e Mauro Savi, que preside a Assembleia, correm risco de perder o espaço privilegiado do qual desfrutam hoje no governo estadual. É que o Palácio Paiaguás, agora com a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), já deu sinais de que o tratamento político aos principais aliados precisa …

17/10/2010 12:10



 Os deputados reeleitos para terceiro mandato João Malheiros e Mauro Savi, que preside a Assembleia, correm risco de perder o espaço privilegiado do qual desfrutam hoje no governo estadual. É que o Palácio Paiaguás, agora com a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), já deu sinais de que o tratamento político aos principais aliados precisa ser igualitário e, como o PR garantiu a maior bancada, com seis deputados, entende que não seria justo manter cargos importantes sob indicação de Malheiros e Savi em detrimento dos demais, sob risco de enfrentar pressão e crise.

   Os outros deputados republicanos Sebastião Rezende, Jota Barreto, Sérgio Ricardo e Mauro Savi estão determinados a cobrar do governador que permitam à bancada fazer indicação para cargos estratégicos e não mais dentro de cotas individuais.

   Desde o governo Blairo Maggi, do qual fez parte por alguns meses como secretário-chefe da Casa Civil, Malheiros emplacou o sobrinho Justino Paes de Barros na presidência da Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat) e ainda seu afilhado político Oscemário Daltro no comando da secretaria de Estado de Cultura. Ex-vereador por Cuiabá, Malheiros é um dos parlamentares que fazem lobby por emprego no poder público para familiares, parentes e cabos eleitorais. Adota essa prática há praticamente duas décadas. Ele conta hoje com diversas pessoas em outros cargos na máquina estadual e agora, dentro de novos critérios de escolha, terá dificuldades em “segurar” seus apadrinhados.

   Líder do governo na Assembleia, Savi tem na sua cota dos principais cargos a presidência do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Há mais de três anos quem preside o órgão é Teodoro Lopes, o Dóia, que quase caiu quando enfrentou divergências com Juarez Fiel, afilhado político de Chico Daltro, mas Savi interveio e manteve o presidente no posto. Nesta campanha eleitoral, o Paiaguás recebeu reclamação de que Savi se beneficiou eleitoralmente da estrutura das ciretrans que funcionam em mais de 70 municípios. Também foi denunciado por uso da máquina indicados de Malheiros nas estruturas da Metamat e da Cultura.

   As mudanças nos cargos que vão de terceiro a primeiro escalões só devem ocorrer a partir de dezembro, mas, desde já, lideranças e partidos estão se movimentando nos bastidores, principalmente os deputados que se consideram aliados. Nesse caso são nada menos que 17 dos 24 que garantiram vagas na Assembleia, sendo 6 do PR, 5 do PMDB e PP, cada, e 1 do PT.