Para poder “sabatinar” Serra, sindicalista pressiona Thelma

Em reunião com a coordenadora da campanha do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) no Estado com a deputada federal Thelma de Olveira (PSDB), o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Mato Grosso (Sindijufe/MT), Pedro Aparecido de Souza, solicitou que a parlamentar agendasse uma reunião da categoria com o …

17/10/2010 12:06



Em reunião com a coordenadora da campanha do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) no Estado com a deputada federal Thelma de Olveira (PSDB), o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal de Mato Grosso (Sindijufe/MT), Pedro Aparecido de Souza, solicitou que a parlamentar agendasse uma reunião da categoria com o tucano. Para isso, ele lembrou que os cerca de 120 mil servidores que atuam no Judiciário Federal em todo o país poderão definir se apoiarão ou não o candidato a partir de seu posicionamento a respeito de uma revisão no Plano de Cargos e Salários (PCS-4).

   O grupo, que já esteve em greve por mais de 75 dias e ameaça uma nova  paralisação nacional, reivindica a aprovação do PCS-4, que terá um impacto de cerca de R$ 6 bilhões no orçamento do Judiciáio e já foi aprovado na Câmara dos Deputados. De acordo com o sindicalista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmaram que a aprovação dependerá da autorização do próximo chefe do Executivo nacional.

   Diante disso, Pedro, que também é coordenador da Federação Nacional dos Servidores da Justiça Federal (Fenajufe), fez com que a entidade solicitasse uma reunião com os dois candidatos ao cargo. No entanto, a federação, que tinha aprovado em deliberação o encontro com os presidenciáveis, recuou da decisão.

   Apesar disso, ele garante que em Mato Grosso o sindicato seguirá buscando um posicionamento dos concorrentes ao Palácio do Planalto. Thelma encaminhou uma solicitação de audiência com Serra à sua Chefia de Gabinete e prometeu se empenhar para conseguir o agendamento. “Da parte do Sindijufe, nenhum candidato à Presidência terá moleza e vamos persegui-los onde se encontrarem para que digam se apoiam, não apoiam ou se vão ficar em cima do muro. Depois das eleições, cada vez ficará mais difícil”, frisou o presidente da entidade.