Maggi defende mudanças na legislação da Agecopa

O ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR) defendeu a mudança na legislação que rege a Agecopa (Agência Estadual de Projetos da Copa de 2014). O republicano afirmou que o sistema de decisão em colegiado, até agora, só tem apresentado falhas. “É uma questão de arrumação. É uma coisa nova que foi constituída; agora, é …

18/10/2010 09:52



O ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR) defendeu a mudança na legislação que rege a Agecopa (Agência Estadual de Projetos da Copa de 2014). O republicano afirmou que o sistema de decisão em colegiado, até agora, só tem apresentado falhas. “É uma questão de arrumação. É uma coisa nova que foi constituída; agora, é preciso fazer os reparos”, declarou Maggi.

Maggi lembrou, a propósito, que esse ponto pesou na decisão do ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, de renunciar o cargo de presidente da agência. “Enquanto presidente, ele não tinha nem o poder de veto e nem o comando. Isso era uma das coisas que o incomodavam. Acho que esse é um ponto que terá que ser  mudado na Agecopa”, afirmou.

Além de não ter poder de decisão e nem de barrá-la, Maggi ainda ressaltou que o presidente acaba sendo responsável, mesmo se posicionando de forma contrária. “Acho que a Assembléia Legislativa terá que fazer um reparo nisso e distribuir a responsabilidade interna para cada um que tomar a decisão. Ou o presidente terá que ter, de fato, o direito de veto e comando”, observou.

Ele ainda comentou que essas falhas foram identificadas no decorrer dos trabalhos da Agecopa. “Isso foi aprovado de uma forma errada; na época, ninguém percebeu, mas logo depois que começaram a trabalhar, esses pontos vieram à tona. Acho que tem que se aproveitar o momento e se fazerem as mudanças”, disse o ex-governador.

Renúncia

Quanto à renúncia de Adilton Sachetti, Blairo Maggi encarou a decisão como “normal”, assinalandor que já sabia do interesse do aliado em deixar o cargo de presidente.

“Pedi para ele que mantivesse na posição até o término das eleições. Passado o pleito, ele conversou com o governador Silval Barbosa, colocou os pontos de vista dele e me disse que, nesse momento, ele mais atrapalhava do que ajudava. Ele não quis ficar e todo mundo tem o direito de ir e vir”, disse Maggi.