Após denúncias, Ucamb quer agência fiscalizadora da Sanecap

 A União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb) está reivindicando junto a prefeitura e a Câmara da Capital a criação imediata de uma agência reguladora dos serviços de água e saneamento. A entidade argumenta que diante das inúmeras denúncias contra a Sanecap, responsável pelo abastecimento de água, é necessário que haja maior fiscalização. …

25/10/2010 09:09



 A União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (Ucamb) está reivindicando junto a prefeitura e a Câmara da Capital a criação imediata de uma agência reguladora dos serviços de água e saneamento. A entidade argumenta que diante das inúmeras denúncias contra a Sanecap, responsável pelo abastecimento de água, é necessário que haja maior fiscalização.

  Atualmente é realizada uma sindicância na companhia para apurar a suposta existência da “máfia da seca”, que contaria com a ajuda de servidores e até de um diretor para prejudicar a distribuição de água em determinados bairros, beneficiando donos de caminhões pipas.

 Para o presidente da Ucamb, Édio Martins de Souza, os problemas ocorrem porque a empresa, que pertence a Prefeitura, é fiscalizada pela própria gestão da Capital. “É como colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Qual é isenção da prefeitura para fiscalizar a Sanecap?”, argumenta o presidente, que desafia o prefeito Chico Galindo (PTB) a visitar alguns bairros da Capital pessoalmente para conferir a situação dos moradores.

   Além de fiscalizar a qualidade do serviço prestado pela Sanecap, a proposta da Ucamb prevê que a associação também tenha influência na definição da tarifa cobrada aos consumidores. De acordo com Édio, entidades semelhantes já existem em algumas cidades de Minas Gerais, São Paulo e até mesmo no Distrito Federal. “Em Brasília os serviços de água e esgoto tiveram melhora considerável”, reforça.

   Para que a agência seja criada é preciso que um projeto de lei seja enviado à Câmara e aprovado pelos vereadores. Depois segue para sanção do prefeito Chico Galindo. “Falta, na verdade, vontade política para resolver o problema”, critica o presidente da Associação.