Japão oferece US$ 2 bi para proteção da biodiversidade

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou nesta quarta, 27, uma ajuda de US$ 2 bilhões nos próximos três anos para que os países em desenvolvimento possam cumprir os objetivos de proteção da biodiversidade. O anúncio foi feito pelo premiê ao abrir os encontros ministeriais da 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP-10), …

27/10/2010 19:02



O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou nesta quarta, 27, uma ajuda de US$ 2 bilhões nos próximos três anos para que os países em desenvolvimento possam cumprir os objetivos de proteção da biodiversidade.
O anúncio foi feito pelo premiê ao abrir os encontros ministeriais da 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagóia (centro do Japão) até a próxima sexta-feira.
“O Japão está disposto a ajudar o mundo”, resumiu Kan após anunciar a ajuda, voltada aos países em desenvolvimento para que atualizem suas estratégias nacionais quanto às áreas protegidas e ao uso sustentável dos recursos, entras outras medidas.
Ele também pediu aos ministros e funcionários de alto nível dos 193 países que participam da COP-10 que cheguem a um acordo de preservação para os próximos dez anos e de regulação tanto ao acesso aos recursos genéticos (plantas e microorganismos, entre outros) quanto à distribuição dos lucros derivados de uso.
Na inauguração das reuniões ministeriais, a última e decisiva etapa da COP-10, a diretora-executiva do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), Monique Barbut, destacou a atitude “histórica” dos doadores deste organismo, que terá US$ 4,35 bilhões à disposição para o período 2010-2014.
Barbut ressaltou que a “biodiversidade não vai ser preservada de forma sustentável a menos que se apliquem enfoques sinérgicos” em favor da preservação da vida no planeta e contra a pobreza.
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que também discurso no encontro, lembrou que os ministérios de Finanças adotam suas decisões com base nos indicadores econômicos, mas não contemplam ainda em seus cálculos o custo da destruição ambiental.
Zoellick enfatizou que o Banco Mundial apoiará os chamados “fundos verdes” para contribuir à proteção da biodiversidade e a mitigação e adaptação à mudança climática.
A Convenção sobre a Diversidade Biológica foi um tratado internacional aprovado na Cúpula da Terra de 1992, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro. A COP-10 reúne os países signatários daquele acordo.