Galindo não cede as pressões de Wilson e rejeita Carlão na equipe

Sem alarde, o prefeito Chico Galindo (PTB) deu mais uma demonstração de que o antecessor Wilson Santos (PSDB), derrotado ao governo estadual, não manda mais na administração. Após postergar ao máximo a resposta sobre possível retorno de Carlos Carlão do Nascimento à Educação, um pedido pessoal do ex-prefeito, o petebista mandou avisar que não substituirá …

04/11/2010 09:39



Sem alarde, o prefeito Chico Galindo (PTB) deu mais uma demonstração de que o antecessor Wilson Santos (PSDB), derrotado ao governo estadual, não manda mais na administração. Após postergar ao máximo a resposta sobre possível retorno de Carlos Carlão do Nascimento à Educação, um pedido pessoal do ex-prefeito, o petebista mandou avisar que não substituirá o secretário Permínio Pinto. Entende que este realiza um bom trabalho. Sendo assim, Carlão, derrotado para deputado estadual, fica de fora do primeiro escalão do Palácio Alencastro. No governo Dante de Oliveira (1996/2002), ele foi presidente do Detran e secretário de Educação. Teve também atuação bastante influente com Wilson no cargo de prefeito da Capital. Agora, sem cargo eletivo e sem nomeação como DAS, Carlão cairá no ostracismo político.

   Foi mais uma derrota nos bastidores de Wilson na tentativa de conseguir emprego para velhos aliados do período de cinco anos em que esteve no comando da Capital. Ele queria a Educação por se tratar da maior pasta da estrutura da máquina, tanto em orçamento quanto em número de servidores. Galindo se sentia pressionado de todos os lados pelos tucanos, que queriam continuar no staff. Preferiu, porém, agir quieto e sem ampliar o leque de consultas sobre perfil de novos membros da equipe para não causar alarde. Aos poucos, está mudando a cara da equipe. Por outro lado, começa a desagradar os que se sentem excluídos.

    Wilson Santos, por exemplo, não o procura mais. Já comenta para os amigos que Galindo o traiu politicamente, mesmo tendo acertado com o então vice de os aliados continuariam na administração somente até as eleições de 3 de outubro. Nem mesmo Adriana Bussiki, esposa de Wilson e que presidiu o IPDU por muitos anos, o prefeito quis renomeá-la. Optou por colocar no Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano o antigo assessor Sílvio Fidélis.

    Algumas mudanças em secretarias foram anunciadas, como a nomeação do vereador licenciado Paulo Borges (PSDB) na Infraestrutura; de Julieta Domingues na Ação Social; de Moisés Dias no Esporte e Cidadania; de Antonio Carlos Ventura Ribeiro na presidência da Sanecap; de Lamartine Godoi, na secretaria de Governo; de Lécio Nogueira, no Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; de Dilemário Alencar, no Trabalho e Desenvolvimento Econômico; e de Carla Regina, no Planejamento, Orçamento e Gestão.

    Numa segunda etapa, prevista para janeiro, Galindo que abrir espaço para os partidos aliados. De todo modo, desde já excluiu da equipe pessoas que estavam muito ligadas a Wilson e que se tornaram “pedra do seu sapato”, além de trazer embaraços ao Alencastro, como Carlão, Edivá Alves, Euclides Santos e Elismar Bezerra.