5 Municípios garantem na AL maior representatividade com “voto útil”

O novo mapa político em Mato Grosso, principalmente quanto aos 24 deputados estaduais eleitos e/ou reeleitos, desenha algumas novidades regionais proporcionadas pelo impulso do eleitor que, de um modo geral, está absorvendo a campanha pelo chamado voto útil. Há uma maior consciência para se votar nos candidatos locais, enquanto não se vê aprovar no país, …

10/11/2010 14:25



O novo mapa político em Mato Grosso, principalmente quanto aos 24 deputados estaduais eleitos e/ou reeleitos, desenha algumas novidades regionais proporcionadas pelo impulso do eleitor que, de um modo geral, está absorvendo a campanha pelo chamado voto útil. Há uma maior consciência para se votar nos candidatos locais, enquanto não se vê aprovar no país, dentro da reforma política, o voto distrital.

   Pela primeira vez, por exemplo, Juara, um dos municípios do Vale do Arinos, terá dois representantes na Assembleia a partir de 1º de fevereiro de 2011, sendo eles José Riva (PP), que vai ocupar o quarto mandato, e a estreante Luciane Bezerra (PSB). Sorriso, no Nortão, manterá seus dois porta-vozes com os reeleitos Mauro Savi (PR) e José Domingos (DEM). Sinop também ganha força com Baiano Filho (PMDB) e Dilmar Dal Bosco (DEM), assim como Alta Floresta, com o petista Ademir Bruneto e com o peemedebista Romoaldo Júnior. Essas bancadas locais ou regiões têm condições de, unidas, viabilizar mais projetos e recursos a seus municípios e ainda atrair indústrias com poder de articulação junto ao governo estadual dentro da política de incentivos fiscais.

    Muitos candidatos insistiram no horário eleitoral na campanha por votação em nomes do próprio município. Isso contribuiu para grande parte do eleitorado, que já é considerado bairrista, apostar em candidaturas locais. Foi por isso que os eleitos obtiveram votação expressiva nas cidades onde moram.

    Das regiões, somente o Araguaia ficou sem representante no Legislativo mato-grossense. Cáceres, pólo do Oeste, embora também esteja lamentando não ter eleito ninguém do município, a região conseguiu emplacar três, sendo eles os reeleitos Antonio Azambuja, de Pontes e Lacerda, e Airton Rondina, o Português, de Araputanga, e ainda Ezequiel Ângelo da Fonseca (PP), de Reserva do Cabaçal.

    A determinação do eleitor pelo voto em candidatos locais foi tanta que, em Primavera do Leste, “nomes de fora” tiveram dificuldades para “arrancar” apoio no município. Por pouco, a cidade não elege dois. O empresário Zeca Viana (PDT), irmão do prefeito Getúlio Viana (PR), garantiu vaga com 16.695 votos, sendo 9.833 somente em Primavera do Leste. O vereador Luizinho Magalhães (PP) perdeu no município por Viana por somente 11 votos de diferença. No geral, chegou a 16.558, dos quais 9.822 em seu município. Para se ter ideia, o terceiro colocado em votação em Primavera foi Sebastião Rezende, de Rondonópolis, com 977 votos.

   Cuiabá, que sofreu “invasão” de candidatos de todas as regiões, elegeu cinco deputados (Sérgio Ricardo, Luiz Marinho, João Malheiros, Walter Albano e Guilherme Maluf). Segundo maior município do Estado, Várzea Grande perdeu representatividade. Reelegeu apenas Walace Guimarães (PMDB). Tangará da Serra emplacou Wagner Ramos (PR), assim como Colíder com Nilson Santos (PMDB) e Rondonópolis, com uma bancada com quatro parlamentares (Percival Muniz, Teté Bezerra, Jota Barreto e Sebastião Rezende)