Polícial Militar atira em mãe achando que era bandido

O soldado PM Cristiano Oliveira, de 24 anos, ouviu um barulho na cozinha de sua casa e atirou pensando que se tratava de algum assaltante. Porém, ao ouvir o grito da mãe, percebeu que o tiro a atingiu pelas costas. O fato ocorreu ontem de madrugada, no bairro Estrela Dalva, onde o militar reside com …

23/11/2010 11:00



O soldado PM Cristiano Oliveira, de 24 anos, ouviu um barulho na cozinha de sua casa e atirou pensando que se tratava de algum assaltante. Porém, ao ouvir o grito da mãe, percebeu que o tiro a atingiu pelas costas. O fato ocorreu ontem de madrugada, no bairro Estrela Dalva, onde o militar reside com a mãe. Levada por uma unidade do Samu, a mulher, uma senhora de 47 anos, passou pelo box de emergência e ficou em observação.

Há duas semanas, o PM participou do tiroteio contra assaltantes de caixas-eletrônicos no CPA, que resultou na morte de um e na prisão de outro. Ele chegou a atirar contra os bandidos.

Levado à Delegacia do Complexo do Parque do Lago, o militar foi autuado por lesão corporal grave. No entendimento do delegado plantonista Ivar Polesso, não houve intenção do militar em atirar contra a própria mãe. “Por isso a tipificação penal como lesão corporal”, explicou.

Conforme o militar, por volta da uma hora da madrugada, ele suspeito que alguém estivesse no quintal da casa dele. Ele disse ter ouvido um barulho no quintal e também alguém tentando forçar a porta da cozinha. Às 5h30, escutou um barulho na cozinha e, aproveitando que dorme com uma arma embaixo do travesseiro, atirou em direção a porta, mas só depois do grito da mãe é que percebeu ter provocado um acidente. Após perceber que a mãe estava baleada, acionou o Samu e prestou toda assistência a ela.

No entendimento de policiais militares, o soldado Cristiano deveria ter ganho um tempo de descanso ou ser transferido para o trabalho administrativo após o confronto com bandidos que arrombaram um caixa-eletrônico.