Mato Grosso é referência em Educação no Sistema Prisional

Mato Grosso mantém mais de 20% da população carcerária estudando. O dado destaca o Estado como o que mais tem detentos estudando no País. A informação foi repassada pelo juiz Federal, Marcelo Lobão, membro da Comissão Nacional de Justiça, em visita a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), quarta-feira (23.11). O juiz e a comissão …

25/11/2010 10:57



Mato Grosso mantém mais de 20% da população carcerária estudando. O dado destaca o Estado como o que mais tem detentos estudando no País. A informação foi repassada pelo juiz Federal, Marcelo Lobão, membro da Comissão Nacional de Justiça, em visita a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), quarta-feira (23.11). O juiz e a comissão de reestruturação do sistema prisional brasileiro, visitaram a Secretaria com o intuito de reforçar parcerias e parabenizar o desempenho estadual.

Na visita, o grupo de magistrados convidou a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, a participar do desenvolvimento de propostas para as mudanças dentro do Sistema Prisional brasileiro. O Estado é visto como referência e tem fortalecido as propostas nacionais de inserção social para os reeducandos. “Estamos contando com a colaboração da Seduc de Mato Grosso para apresentar propostas educacionais que contribuam para eliminar as falhas no sistema”, disse Lobão.

Desde o dia 17 de novembro, a comissão está percorrendo diferentes estados do País com a proposta de agregar conhecimento e experiências em várias áreas, não apenas educação. O objetivo é a construção de um projeto de reformulação do Sistema Prisional, denominado “Começar de Novo”. De autoria do ministro Gilmar Mendes, quando presidente do Supremo Tribunal Federal, o projeto pretende implantar ações que socializem efetivamente a reeducação e evitem a reincidência, hoje registrada em 85%.

Dados apresentados pelos membros da comissão de Modernização do Sistema Prisional apontam para a necessidade de desenvolver qualificação para os detentos. “Trabalho e educação” são as propostas. A meta é que os reeducandos possam se reintegrar ao sair da detenção, manter as famílias enquanto detido e custear parte da manutenção da própria detenção.

Estimativas apontam que o gasto de um reeducando em Mato Grosso é de R$ 30 mil ao ano e aproximadamente R$ 2,5 mil por mês.

A secretária Rosa Neide aposta na educação como sendo o caminho para a socialização. Conforme ela, a educação é o caminho para a libertação, principalmente daqueles que estão privados do contato social. “Estamos em parceria com a Secretaria de Justiça do Estado, inclusive fornecendo equipamentos e professores habilitados para trabalhar com esse público específico”, disse.