“Megamente” e “Demônio”

Uma sexta-feira com apenas duas novas opções pelos cinemas da cidade, assim mesmo nada promissoras no que se refere à sétima arte. Arte, eu disse. Porque como entretenimento, não é correto dizer que os dois novos títulos deixam a desejar. São produções concebidas pra faturar e, portanto, devem ter lá o sua boa carpintaria cinematográfica. …

26/11/2010 10:58



Uma sexta-feira com apenas duas novas opções pelos cinemas da cidade, assim mesmo nada promissoras no que se refere à sétima arte. Arte, eu disse. Porque como entretenimento, não é correto dizer que os dois novos títulos deixam a desejar. São produções concebidas pra faturar e, portanto, devem ter lá o sua boa carpintaria cinematográfica.

A comédia animação, com pitadas aventurescas, “Megamente”, um super-herói cabeção, tem a direção de Tom McGrath e deve agradar, pelo menos a criançada. É pré-estreia de sábado a quinta, em 3D. Megamente é um vilão magro, usa roupas nas cores azul e preta e sua cabeça é careca e grande, devido ao cérebro privilegiado. Ele deseja conquistar a cidade de Metro City e faz diversas tentativas, muitas delas são frustradas. O vilão precisa ter oponentes para que sua vida tenha sentido e, após a morte de MetroMan, Megamente cria Titan, um herói para ter com quem rivalizar.

Com 96 minutos de duração, traz um elenco de peso nas vozes de seus personagens. Gente como Brad Pitt, Ben Stiller, Will Ferrell, Jonah Hill e Tina Fey encarnam as vozes.

Um detalhe curioso sobre esta produção diz respeito ao cachê que Brad Pitt faturou para dublar este personagem (Pitt é o MetroMan): 15 milhões de dólares, uma quantia que dificilmente Hollywood está pagando, nos dias atuais, para um ator aparecer em carne e osso. Bom, mas Brad Pitt, é Brad Pitt…

O diretor da animação, Tom McGrath, apesar de ser quase um desconhecido, goza de bastante prestígio em Hollywood e é apontado como uma espécie de revolucionário na utilização da mídia cinema, como suporte publicitário e estratégias afins.

“Demônio” tem algo de especial, que lhe rende uma certa credibilidade: M. Night Shyamalan, co-autor do roteiro e da produção. A história, bem, não chega a ser assim nenhum relatório de surpresas absolutamente inimagináveis. Trata de um grupo de pessoas presas em um elevador. E logo, elas descobrem que o diabo está entre eles.

O filme tem 80 minutos e em seu elenco nenhum astro espetacular ou famoso. Os diretores, Drew Dowdle e John Erick Dowdle, são os mesmos de outro filme de terror produzido em 2008, “Quarentena”.

M. Night Shyamalan nasceu em 1970) e é um cineasta indiano, naturalizado estadunidense. Fã incondicional de Steven Spielberg, Shyamalan ganhou uma câmara aos oito anos de idade e nunca mais parou de filmar. “O Sexto Sentido”, “Corpo Fechado” e “Sinais” estão entre seus principais filmes.