Empresa suiça visita plantio de pau de balsa em Mato Grosso

O vice-presidente da Business Excellence, uma empresa suíça, Alexandre Domingues, visitou algumas propriedades rurais na região Oeste do Estado de Mato Grosso que cultivam pau de balsa. A empresa é considerada uma das grandes distribuidoras de pau de balsa no mundo e tem interesse em adquirir a madeira para fabricar hélice eólica. A madeira apresenta …

01/12/2010 13:49



O vice-presidente da Business Excellence, uma empresa suíça, Alexandre Domingues, visitou algumas propriedades rurais na região Oeste do Estado de Mato Grosso que cultivam pau de balsa. A empresa é considerada uma das grandes distribuidoras de pau de balsa no mundo e tem interesse em adquirir a madeira para fabricar hélice eólica. A madeira apresenta uma densidade média de 150 quilos por metro cúbico, considerada ideal para confecção de hélices. Foram visitados plantios nos municípios de Mirassol D’Oeste, Quatro Marcos e Araputanga.

Com uma área plantada de 3,7 mil hectares no Estado, a madeira brasileira Ochroma pyramidale, Bombácea pode chegar ao primeiro corte medindo 20 metros de altura por 35 centímetros de diâmetro. O pau de balsa é usado para isolação acústica, artesanato, construção de jangadas, balsas, aeromodelismo, colete salva vidas, fabricação de papel, móveis e outros. E agora, hélice eólica que utiliza o vento como fonte alternativa de energia para gerar eletricidade e com a força do vento irrigar terras áridas e drenar alagados.

O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Décio Teruo Miyajima, que há cinco anos pesquisa o pau de balsa salienta, que em parceria com o produtor já analisa os dados de crescimento da planta, custo de produção para definir o preço do metro cúbico a ser comercializada no Estado. E num trabalho inédito com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vão pesquisar novos materiais genéticos de pau de balsa. “No futuro a intenção é produzir mudas in vitro para garantir um padrão da madeira a ser comercializada”, destaca Décio.

Árvores com a idade de 03 a 04 anos, consideradas prontas para o corte, representam 20% de toda produção em Mato Grosso e os outros 80% são plantas com menos de 02 anos de plantio. Segundo Décio, os produtores ainda não têm a técnica de corte do pau de balsa, sendo necessário entregar a madeira em toras. No Distrito Industrial de Cuiabá estão instalando uma empresa que fará o corte da madeira na propriedade dos produtores com uma serra portátil facilitando a comercialização. “O objetivo da serra é evitar desperdício e com maior aproveitamento no padrão internacional”, ressalta Teruo.

A presidente da Cooperativa de Produtores de Pau de Balsa de Mato Grosso, Maria Elizete Pinheiro, esclarece que na região de Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá) já cortam a madeira para fabricação de compensados e lâminas para produção de móveis. Hoje o Estado possui 105 produtores que investiram no plantio da madeira. Ela ressalta que o pau de balsa é uma matéria prima que tem mercado consolidado. O proprietário de uma empresa de compensados no município de Guarantã do Norte (715 km ao Norte da capital), Claúdio Didomenico, fala que é necessário fazer teste com a madeira para verificar a sua resistência, ou seja, é necessário pesquisas para conferir a potencialidade do pau de balsa.

Segundo o empresário, ainda há escassez de matéria prima no mercado. “Acredito que em 2014, teremos madeira para utilizar nas indústrias”, declara Cláudio. O produtor rural, Acássio Yochida, do município de São José dos Quatro Marcos (315 km a Oete da Capital), possui 130 hectares com o cultivo da madeira e espera que o preço do metro cúbico chegue a R$ 160,00, que considera um bom valor para comercialização das toras. O produtor fala que para manter um hectare de pau de balsa por ano, gasta em média R$ 1 mil. E o primeiro corte será realizado no quinto e sexto ano de plantio. A visita nas propriedades aconteceu no dia 18 de novembro.