Farmacêutico comandava boca-de-fumo em Cuiabá

Policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sob comando do tenente Gahyva, estouraram  mais uma boca-de-fumo no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. O ponto de venda e consumo de drogas ficava em uma casa imunda da rua Natalino Fontes. Os PMS cumpriam mandado de busca e apreensão, expedido pela juíza Maria Cristina Oliveira, da …

05/12/2010 11:15



Policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sob comando do tenente Gahyva, estouraram  mais uma boca-de-fumo no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. O ponto de venda e consumo de drogas ficava em uma casa imunda da rua Natalino Fontes.

Os PMS cumpriam mandado de busca e apreensão, expedido pela juíza Maria Cristina Oliveira, da 9ª vara criminal. Foram presos e enquadrados por tráfico, Daniele Roberto Lacerda (28), Heraldo Ferreira de Oliveira (26) e o farmacêutico Cláudio Luis Venturini (45), considerado o dono da boca.

Venturini está inscrito no CRF do Paraná, sob número 648-PR. De acordo com informações do tenente Gahyva, o farmacêutico era o responsável pelo refino e preparo da droga. Além de um manual sobre procedimentos, na casa foram encontradas trouxinhas de cocaína, quatro aparelhos de celular, um relógio de pulso, um notebook, R$129,00 em dinheiro (todos sem procedência), apetrechos para confecção de papelotes de droga e ácido bórico, material usado para refinar a pasta base.

A acusada Daniele Roberto Lacerda, além de tráfico, também foi presa por corrupção de menores, acusada de usar o próprio filho, de apenas 8 anos, nas ações criminosas. Daniele, negou tudo. Já Heraldo Ferreira declarou ser apenas usuário, mas segundo os militares, já tem passagem pela polícia por tráfico. Os três alegaram ser inocentes, chegando o farmacêutico a ser irônico com a reportagem, quando questionado sobre os materiais. “Servem para fazer bolos também”, declarou.

A tia de Daniele, que mora na casa da frente, Mariana Barbosa, afirmou que não sabia da atividade da sobrinha, mas desconfiava, porém ficou chocada ao saber que a criança também estava sendo usada. “Eu que cuido do menino pra ela durante o dia e, por vezes, até levo ele comigo para escola onde dou aulas à noite”, disse chorando.

A boca de fumo funcionava também como ponto de consumo das drogas. “Eles vendiam e ofereciam esses cômodos imundos da casa como abrigo pra que os usuários consumissem a droga também”, disse o tenente Gahyva.

A casa possui uma parte na frente e outra nos fundos, escondida, onde as drogas eram consumidas. O lugar cheira mal e é muito sujo. Além de ponto de venda e consumo de drogas, também é um lugar propício para proliferação de doenças, como a dengue, hanseníase e leptospirose. Muita sujeira, latas de cerveja e refrigerantes, recipientes plásticos, além de uma caixa d’água aberta e com água fazem parte do quintal da casa. (veja fotos)

Os acusados foram levados para o Cisc do Planalto e vão responder por tráfico de drogas. Daniele também vai ser acusada por corrupção de menores.