Confirmado! Sai Nilson e entra Henry; oposição quase suprimida

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou nesta quinta-feira a retotalização dos votos  em Mato Grosso para a Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa, atendendo decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E confirmou o que já era mais ou menos esperado pelos cálculos primários: entra o deputado federal Pedro Henry, do Partido Progressista, e sai Nilson …

16/12/2010 16:21



O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou nesta quinta-feira a retotalização dos votos  em Mato Grosso para a Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa, atendendo decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E confirmou o que já era mais ou menos esperado pelos cálculos primários: entra o deputado federal Pedro Henry, do Partido Progressista, e sai Nilson Leitão, do PSDB. No Legislativo Estadual não há alteração de bancada. À noite, titulares e suplentes serão diplomados pela Justiça Eleitoral.

A nova composição é drástica para a oposição ao Governo em Mato Grosso. Tecnicamente, haviam dois representantes na Câmara dos Deputados. Além de Nilson Leitão, Júlio Campos, dos Democratas, foi eleito por um bloco contrário a eleição de Silval Barbosa. Campos, antes mesmo da diplomação, já se aproximou do Governo.

O quadro favorável a Pedro Henry foi desenhado ainda na segunda-feira, quando o TSE havia decidido, pelo princípio da fidelidade partidária, determinar a inclusão dos votos atribuídos a Henry na contagem do cálculo do quociente partidário.  Até então, Henry não tinha registro assegurado. Depois, o TSE derrubou a decisão do TRE, que impedia o registro. O político havia sido condenado por compra de votos. Posteriormente, confirmou o registro.

Henry, que é acusado de diversos crimes eleitorais e políticos, como o envolvimento no caso do “Mensalão”, também respondia por  prática de abuso de poder econômico e de autoridade por uso indevido dos meios de comunicação durante as eleições municipais de 2008, na qual seu irmão foi reeleito prefeito de Cáceres, mas acabou cassado pela Justiça Eleitoral no Estado.

Com as decisões e o recálculo, a bancada federal de Mato Grosso fica com a seguinte composição: Wellington Fagundes  e Homero Pereira, do Partido da República; Valternir Pereira, do PSB, Carlos Bezerra, do PMDB; Saguas Moraes, do PT, Júlio Campos, do DEM, e Pedro Henry e Eliene Lima, do PP.

A composição atual, no entanto, ainda pode mudar. O Tribunal de Mato Grosso ainda precisa julgar dezenas de ações propostas pelo Ministério Público Eleitoral em que denuncia 14 políticos por diversos crimes eleitorais.

Além dos deputados federais, serão diplomados os eleitos para a Assembléia Legislativa. São eles: José Riva (PP), Sérgio Ricardo (PR), Sebastião Rezende (PR), Mauro Savi (PR), Wagner Ramos (PR), Romoaldo Júnior (PMDB), Baiano Filho (PMDB), Walace Guimarães (PMDB), Nilson Santos (PMDB), Ademir Brunetto (PT), João Malheiros (PR), Teté Bezerra (PR), Jota Barreto (PR), Ezequiel Fonseca (PP), Airton Português (PP), Walter Rabello (PP), Antônio Azambuja (PP), José Domingos (DEM), Guilherme Maluf (PSDB), Dilmar Dal Bosco (DEM), Percival Muniz (PPS), Zeca Viana (PDT), Luciane Bezerra (PSB) e Luiz Marinho (PTB).