Bezerra critica Galindo por rejeitar intervenção de MT em obras do PAC

  O deputado federal reeleito Carlos Bezerra (PMDB) diz que Mato Grosso virou as costas para a questão do saneamento básico e criticou a postura do prefeito Chico Galindo (PTB) em não aceitar a intervenção do Governo do Estado na conclusão das obras do PAC I na Capital. “Se a prefeitura não pode fazer, que …

21/12/2010 15:52



  O deputado federal reeleito Carlos Bezerra (PMDB) diz que Mato Grosso virou as costas para a questão do saneamento básico e criticou a postura do prefeito Chico Galindo (PTB) em não aceitar a intervenção do Governo do Estado na conclusão das obras do PAC I na Capital. “Se a prefeitura não pode fazer, que passe para o Estado terminar as obras, o que não pode é ficar parado”, pontuou o parlamentar, que classificou o empreendimento como uma vergonha para a cidade.

   As obras, que visavam ampliar as redes de abastecimento de água e coleta de esgoto em Cuiabá e Várzea Grande tiveram seus processos licitatórios paralisados desde a Operação Pacenas, desencadeada pela Polícia Federal. No início de dezembro, o governador Silval Barbosa (PMDB) anunciou que assumiria as obras do programa na tentativa de evitar que as duas cidades perdessem os recursos federais. Pouco tempo depois o secretário de Governo de Cuiabá, Lamartine Godoy, afirmou que Galindo não tem a intenção de entregar as obras do PAC para a administração do Estado.

   Bezerra destacou que a Prefeitura de Várzea Grande, sob Murilo Domingos (PR), aceitou a intervenção do Estado nas obras e que Rondonópolis, que tem como prefeito o peemedebista Zé do Pátio, foi a única cidade do Estado que recebeu os recursos do governo federal e está conseguindo dar continuidade às obras do programa. “Rondonópolis está tocando as obras. É a única de Mato Grosso que conseguiu”, afirmou.

   Além do PAC, Bezerra também criticou o andamentos dos projetos para a Copa do Mundo de 2014 na Capital, que para ele devem ser tratados como prioridade. “A reestruturação urbana de Cuiabá já deveria ter começado”, frisou. O peemedebista afirmou que a realização das obras já não depende mais da influência dos deputados junto ao governo federal e garantiu que o Estado tem recursos suficientes para dar início aos empreendimentos. “Foi um compromisso que assumimos e temos que dar conta de terminar”, ressaltou.