Preço da soja sobe e produtores aceleram a comercialização

No Rio Grande do Sul, cerca de 15% dos sojicultores já se adiantaram nas vendas e, no Mato Grosso, esse índice ultrapassa os 60%. Se comparado aos valores praticados nos meses de novembro e dezembro de 2009, os preços em 2010 estão, em média, 15% mais valorizados. “Quem planejou a venda antecipada da soja conseguiu …

21/12/2010 10:42



No Rio Grande do Sul, cerca de 15% dos sojicultores já se adiantaram nas vendas e, no Mato Grosso, esse índice ultrapassa os 60%. Se comparado aos valores praticados nos meses de novembro e dezembro de 2009, os preços em 2010 estão, em média, 15% mais valorizados. “Quem planejou a venda antecipada da soja conseguiu garantir boa remuneração”, afirma o consultor de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro.
Tomando como referência os preços de Paranaguá (PR), a soja está cotada no País a uma média de R$ 50,00 a saca de 60 quilos, valor considerado como o mais alto do ano. Em dezembro, foi registrada pequena queda, considerada normal, em função da redução do ritmo de negócios pela proximidade do fim de ano.
No Estado, a saca de 60 quilos teve valorização de 0,43% na última semana, alcançando R$ 44,03 ao produtor, um preço 20,10% acima da cotação média, se considerados os últimos cinco anos. O diretor comercial da Cotrijuí, Romeu Orsolin, lembra que o cenário internacional está muito bom, com o crescimento do interesse pela oleaginosa para produção de biodiesel, além da opção dos Estados Unidos em plantar mais milho visando à produção de etanol.
No cenário internacional, colabora para a alta dos preços no mercado interno o fato de a safra de grãos na Rússia ter recuado mais de 30% em 2010, além do aumento da demanda mundial pela soja. “São compradores da China, Malásia, Japão e da Europa que buscam compensar a redução russa na América do Sul e do Norte”, explica Orsolin, que prevê para 2011 a manutenção desse cenário otimista.
O dirigente da Cotrijuí considerou precipitada uma estimativa da rentabilidade que o produtor pode alcançar com a soja, uma vez que a cultura é bastante suscetível ao clima. “É preciso aguardar e ver como será a produtividade das lavouras. Saber se, de fato, será possível alcançar uma remuneração melhor”, ponderou.
O analista da Scot lembra que o mercado da soja vem mantendo “firme alta” desde 2008, com pequena queda em função da crise e depois recuperação da safra 2009/2010 e na atual. “Tivemos um aumento de 10 milhões de toneladas na oferta de grãos no País, e mesmo assim não foi suficiente para derrubar as cotações, pois a demanda interna cresceu e as importações demonstraram bons volumes neste ano”, avaliou. O Brasil deve fechar 2010 com a exportação de mais de 29 milhões de toneladas, 2 milhões a mais do que o registrado em 2009. “Será um recorde nas exportações.”
Segundo a Emater-RS, o plantio da safra 2010/2011 começa a se encaminhar para o final no Rio Grande do Sul, atingindo 90% do total previsto. As últimas áreas, localizadas em zonas mais frias, como os Campos de Cima da Serra, Campanha e Sul, deverão estar semeadas até o fim deste mês, quando se encerra o período preferencial para o cultivo.

No Rio Grande do Sul, cerca de 15% dos sojicultores já se adiantaram nas vendas e, no Mato Grosso, esse índice ultrapassa os 60%. Se comparado aos valores praticados nos meses de novembro e dezembro de 2009, os preços em 2010 estão, em média, 15% mais valorizados. “Quem planejou a venda antecipada da soja conseguiu garantir boa remuneração”, afirma o consultor de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro.
Tomando como referência os preços de Paranaguá (PR), a soja está cotada no País a uma média de R$ 50,00 a saca de 60 quilos, valor considerado como o mais alto do ano. Em dezembro, foi registrada pequena queda, considerada normal, em função da redução do ritmo de negócios pela proximidade do fim de ano.
No Estado, a saca de 60 quilos teve valorização de 0,43% na última semana, alcançando R$ 44,03 ao produtor, um preço 20,10% acima da cotação média, se considerados os últimos cinco anos. O diretor comercial da Cotrijuí, Romeu Orsolin, lembra que o cenário internacional está muito bom, com o crescimento do interesse pela oleaginosa para produção de biodiesel, além da opção dos Estados Unidos em plantar mais milho visando à produção de etanol.
No cenário internacional, colabora para a alta dos preços no mercado interno o fato de a safra de grãos na Rússia ter recuado mais de 30% em 2010, além do aumento da demanda mundial pela soja. “São compradores da China, Malásia, Japão e da Europa que buscam compensar a redução russa na América do Sul e do Norte”, explica Orsolin, que prevê para 2011 a manutenção desse cenário otimista.
O dirigente da Cotrijuí considerou precipitada uma estimativa da rentabilidade que o produtor pode alcançar com a soja, uma vez que a cultura é bastante suscetível ao clima. “É preciso aguardar e ver como será a produtividade das lavouras. Saber se, de fato, será possível alcançar uma remuneração melhor”, ponderou.
O analista da Scot lembra que o mercado da soja vem mantendo “firme alta” desde 2008, com pequena queda em função da crise e depois recuperação da safra 2009/2010 e na atual. “Tivemos um aumento de 10 milhões de toneladas na oferta de grãos no País, e mesmo assim não foi suficiente para derrubar as cotações, pois a demanda interna cresceu e as importações demonstraram bons volumes neste ano”, avaliou. O Brasil deve fechar 2010 com a exportação de mais de 29 milhões de toneladas, 2 milhões a mais do que o registrado em 2009. “Será um recorde nas exportações.”
Segundo a Emater-RS, o plantio da safra 2010/2011 começa a se encaminhar para o final no Rio Grande do Sul, atingindo 90% do total previsto. As últimas áreas, localizadas em zonas mais frias, como os Campos de Cima da Serra, Campanha e Sul, deverão estar semeadas até o fim deste mês, quando se encerra o período preferencial para o cultivo.