Eclipse total da Lua encanta o Hemisfério Norte

Coincidindo com o solstício de meio de inverno no Hemisfério Norte pela primeira vez em quase quatro séculos, o fenômeno mostrou o alinhamento direto do Sol com a Terra e a Lua. Apesar da sombra, a Lua não ficou totalmente invisível devido à luz residual que iluminou sua superfície durante o eclipse refletida por nossa …

22/12/2010 10:39



Coincidindo com o solstício de meio de inverno no Hemisfério Norte pela primeira vez em quase quatro séculos, o fenômeno mostrou o alinhamento direto do Sol com a Terra e a Lua.
Apesar da sombra, a Lua não ficou totalmente invisível devido à luz residual que iluminou sua superfície durante o eclipse refletida por nossa atmosfera.
A maior parte desta luz refratada fica na faixa vermelha do espectro, e por isso a Lua ficou avermelhada ou alaranjada, do ponto de vista dos terráqueos.
O fenômeno durou mais de três horas, começando às 04H33 de Brasília e terminando às 08H01. Das 05H41 às 06H53, o satélite ficou totalmente encoberto pela sombra da Terra.

Coincidindo com o solstício de meio de inverno no Hemisfério Norte pela primeira vez em quase quatro séculos, o fenômeno mostrou o alinhamento direto do Sol com a Terra e a Lua.
Apesar da sombra, a Lua não ficou totalmente invisível devido à luz residual que iluminou sua superfície durante o eclipse refletida por nossa atmosfera.
A maior parte desta luz refratada fica na faixa vermelha do espectro, e por isso a Lua ficou avermelhada ou alaranjada, do ponto de vista dos terráqueos.
O fenômeno durou mais de três horas, começando às 04H33 de Brasília e terminando às 08H01. Das 05H41 às 06H53, o satélite ficou totalmente encoberto pela sombra da Terra.

Um eclipse lunar só é possível durante a Lua cheia. Quando o Sol, a Terra e a Lua estão bem alinhados, o satélite natural pode ficar momentaneamente privado de luz solar, caso esteja no cone de sombra da Terra (umbra).

Fred Espenak, especialista em eclipses da Nasa, explicou que a Europa ocidental pôde ver apenas os estágios iniciais do fenômeno antes do “crepúsculo” lunar, enquanto a Ásia ocidental assistiu à última fase.

Apenas na América do Norte, Groenlândia e Islândia o eclipse foi visto do começo ao fim.

De acordo com a revista americana de astronomia Sky & Telescope, dois fatores afetaram a cor e o brilho do eclipse.

“O primeiro fator é simples: quão profundamente a Lua entra na umbra. O centro da umbra é muito mais escuro do que suas bordas”.

“O outro fator é o estado da atmosfera da Terra ao longo da linha do pôr e nascer do Sol. Se o ar estiver muito limpo, o eclipse será brilhante. Mas, se uma grande erupção vulcânica tiver poluído a estratosfera com uma fina névoa, o eclipse será vermelho escuro, cinza ou preto”.

O último eclipse lunar total havia acontecido em 21 de fevereiro de 2008. No próximo ano, haverá dois: um no dia 15 de junho, outro no dia 10 de dezembro, de acordo com Fred Espenak.

Em 4 de janeiro será a vez de um eclipse parcial do Sol. Em caso de bom tempo, será visível na Europa, especialmente na região norte da Suécia, no norte da África, Oriente Médio e Ásia Central.