Novo secretário assume bomba das desapropriações de vários imóveis

 O defensor público licenciado Djalma Mendes terá uma missão espinhosa como secretário extraordinário de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e do PAC. Ele dará os pareceres finalísticos, inclusive sem passar pela Procuradoria-Geral do Estado, nos processos de desapropriação de imóveis para permitir com que as obras macro de mobilidade urbana sejam executadas em Cuiabá …

02/01/2011 11:56



 O defensor público licenciado Djalma Mendes terá uma missão espinhosa como secretário extraordinário de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e do PAC. Ele dará os pareceres finalísticos, inclusive sem passar pela Procuradoria-Geral do Estado, nos processos de desapropriação de imóveis para permitir com que as obras macro de mobilidade urbana sejam executadas em Cuiabá e Várzea Grande, visando a Copa do Mundo de 2014. Vai atuar em sintonia com a Agecopa, presidida por Yênes Magalhães, que acumula também a função de diretor de Planejamento da autarquia.

    Primo do ministro do Supremo Gilmar Mendes, Djlama é mais um que entra na administração depois de muita conversa nos bastidores com o governador Silval Barbosa para não sair como fracassado de um processo de eleição na Defensoria. Ele foi derrotado nas urnas por uma diferença de 7 votos para André Prieto, já nomeado nomeado defendor-público-geral. Recebeu, então, convite do governador para assumir a nova secretaria.

    As desapropriações são os maiores gargalhos para avanço dos projetos em estudos de mobilidade urbana. Djalma precisa fazer levantamento dos imóveis dentro de toda a área para implantação, por exemplo, do sistema de transporte coletivo chamado Bus Rapid Transit (BRT) ou Ônibus Rápido. Pelo cronograma, essa obra deve ser concluída em dois anos. Cálculos preliminares apontam que mais de R$ 100 milhões devam ser destinados às indenizações dos donos desses imóveis.

    Como a Capital mato-grossense será uma das 12 sedes do Mundial de 2014, há uma série de exigências, principalmente quanto a novas obras de infraestrutura. Além do Ônibus Rápido, a Agecopa precisa promover adaptações para o desbloqueio do trânsito de Cuiabá e Várzea Grande e isso depende de outros cinco projetos que estão sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) porque vão ser realizados em pontos em que as BRs-163, 364 e 070 passam dentro do perímetro urbano.

    Somente na avenida Fernando Correa da Costa estão previstos dois viadutos, o primeiro na ponte sobre o rio Coxipó e, o segundo, em frente à UFMT. Outra obra similar está prevista na rotatória de acesso à rodovia Palmiro Paes de Barros, rumo a Santo Antônio do Leverger. Já na avenida da FEB, em Várzea Grande, serão feitas trincheiras no ponto em que ela se encontra com a avenida dom Orlando Chaves e também no chamado Posto Zero. Por enquanto, a autarquia que cuida dos projetos voltados aos preparativos para a Copa tem disponível no caixa R$ 364 milhões, embora os convênios para a execução ainda não estejam assinados.





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