Casos de Dengue tipo 4 eram esperados pelo INPA e FVS

O caso de dengue tipo 4 (DENV-4) confirmado essa semana já era esperado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA-MCT). As duas instituições já trabalhavam com a expectativa de um caso surgir no Amazonas, por conta da proximidade com a Venezuela, país endêmico, e …

05/01/2011 22:27



O caso de dengue tipo 4 (DENV-4) confirmado essa semana já era esperado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA-MCT).
As duas instituições já trabalhavam com a expectativa de um caso surgir no Amazonas, por conta da proximidade com a Venezuela, país endêmico, e também por haver casos dentro de Boa Vista, em Roraima.
“Na realidade essa já era uma situação até certo ponto esperada, na medida que já tivemos circulação próxima, e com a circulação da população de Manaus por essas áreas, e considerando a mobilidade das pessoas, a possibilidade da introdução do vírus aqui em Manaus era real”, afirma o presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque.
Caso autóctone
Porém, o que chamou a atenção do presidente da FVS-AM é que o caso ocorreu dentro de Manaus. A pessoa infectada não havia se ausentado do estado, o que já demonstra que há algum tempo o vírus já está na capital.
“O que muda no controle da dengue é que agora temos uma situação nova, com um vírus novo e a população é totalmente suscetível ao sorotipo da doença. A imunidade é especifica para cada sorotipo, e antes tínhamos dengue do tipo 1, 2 e 3 no Brasil, e agora começamos a fazer os primeiros registros do tipo 4”, disse Bernardino.
Para evitar uma maior proliferação do mosquito e novos casos do tipo 4, a FVS-AM intensificou as ações de combate na área do bairro do Coroado, onde mora o rapaz que foi diagnosticado com o sorotipo.
“Há a possibilidade de um número maior de casos e por isso temos que verificar qual foi amplitude de disseminação do vírus no bairro com visitas e colocando pessoas sintomáticas sob avaliações clínicas e laboratoriais”, explica Bernardino.
Prevenção
Para o pesquisador do INPA-MCT, Wandeli Tadei, não há surpresa alguma no caso da DENV-4 em Manaus. “Isso daí com certeza viria, por mais bloqueios epidemiológicos que se façam”, disse. O que precisa ser feito, na opinião do pesquisador, é continuar a conscientização das pessoas para que eliminem os focos propícios para a fêmea do Aedes aegypti por os ovos do mosquito.
Tadei relembrou que até 1996 Manaus não possuía casos de dengue, mas através da importação de peças automotivas das regiões Sul e Sudeste o mosquito chegou à cidade, escondido em pneus e outras peças. “Fomos umas das últimas capitais do Brasil a ser contaminadas pelo Aedes aegypti, e tivemos uma grande epidemia em 1998 com mais de 13 mil casos confirmados. Em 2001 tivemos outro surto, mas até agora conseguimos manter a dengue controlada”, disse Tadei.
LACEN
Segundo Bernardino Albuquerque o Governo do Amazonas aguarda a compra de alguns equipamentos para transformar o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em um centro de diagnóstico semelhante ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém. O Amazonas ainda precisa enviar as amostras para o IEC e esperar até duas semanas para que os resultados sejam obtidos.

O caso de dengue tipo 4 (DENV-4) confirmado essa semana já era esperado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA-MCT).
As duas instituições já trabalhavam com a expectativa de um caso surgir no Amazonas, por conta da proximidade com a Venezuela, país endêmico, e também por haver casos dentro de Boa Vista, em Roraima.
“Na realidade essa já era uma situação até certo ponto esperada, na medida que já tivemos circulação próxima, e com a circulação da população de Manaus por essas áreas, e considerando a mobilidade das pessoas, a possibilidade da introdução do vírus aqui em Manaus era real”, afirma o presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque.
Caso autóctone
Porém, o que chamou a atenção do presidente da FVS-AM é que o caso ocorreu dentro de Manaus. A pessoa infectada não havia se ausentado do estado, o que já demonstra que há algum tempo o vírus já está na capital.
“O que muda no controle da dengue é que agora temos uma situação nova, com um vírus novo e a população é totalmente suscetível ao sorotipo da doença. A imunidade é especifica para cada sorotipo, e antes tínhamos dengue do tipo 1, 2 e 3 no Brasil, e agora começamos a fazer os primeiros registros do tipo 4”, disse Bernardino.
Para evitar uma maior proliferação do mosquito e novos casos do tipo 4, a FVS-AM intensificou as ações de combate na área do bairro do Coroado, onde mora o rapaz que foi diagnosticado com o sorotipo.
“Há a possibilidade de um número maior de casos e por isso temos que verificar qual foi amplitude de disseminação do vírus no bairro com visitas e colocando pessoas sintomáticas sob avaliações clínicas e laboratoriais”, explica Bernardino.
Prevenção
Para o pesquisador do INPA-MCT, Wandeli Tadei, não há surpresa alguma no caso da DENV-4 em Manaus. “Isso daí com certeza viria, por mais bloqueios epidemiológicos que se façam”, disse. O que precisa ser feito, na opinião do pesquisador, é continuar a conscientização das pessoas para que eliminem os focos propícios para a fêmea do Aedes aegypti por os ovos do mosquito.
Tadei relembrou que até 1996 Manaus não possuía casos de dengue, mas através da importação de peças automotivas das regiões Sul e Sudeste o mosquito chegou à cidade, escondido em pneus e outras peças. “Fomos umas das últimas capitais do Brasil a ser contaminadas pelo Aedes aegypti, e tivemos uma grande epidemia em 1998 com mais de 13 mil casos confirmados. Em 2001 tivemos outro surto, mas até agora conseguimos manter a dengue controlada”, disse Tadei.
LACEN
Segundo Bernardino Albuquerque o Governo do Amazonas aguarda a compra de alguns equipamentos para transformar o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em um centro de diagnóstico semelhante ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém. O Amazonas ainda precisa enviar as amostras para o IEC e esperar até duas semanas para que os resultados sejam obtidos.





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