Tombini indica possibilidade de redução da meta de inflação

Para ele, o regime de metas de inflação, adotado há 11 anos, “é mais adequado para assegurar a estabilidade econômica do país, com mais emprego e renda.” Tombini indicou a possibilidade de redução da meta de inflação, que hoje é de 4,5%, com flutuação de dois pontos para cima ou para baixo. O novo presidente …

05/01/2011 10:05



Para ele, o regime de metas de inflação, adotado há 11 anos, “é mais adequado para assegurar a estabilidade econômica do país, com mais emprego e renda.”
Tombini indicou a possibilidade de redução da meta de inflação, que hoje é de 4,5%, com flutuação de dois pontos para cima ou para baixo. O novo presidente do BC ressaltou que os desafios continuam grandes, mas que está convicto que há elementos apropriados para enfrentá-los.
Segundo ele, os mecanismos para atingir esse objetivo se devem, em grande parte à “mais longa e bem sucedida gestão do BC”, num explícito elogio a Henrique Meirelles. Tombini considerou acertada a decisão de Meirelles, durante sua gestão, em escolher para a diretoria do banco só servidores de carreira, prestigiando o quadro de pessoal do BC. Antes de assumir a presidência do banco, Tombini era diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.
O presidente do BC se comprometeu a manter “foco amplo no monitoramento do sistema bancário”, cujo modelo de regulação, segundo ele, é referência mundial. Tombini também destacou o aumento do volume de crédito à disposição do mercado, o que, para ele, reflete a estabilidade econômica, com fortalecimento do real.
Meirelles, em seu discurso de despedida, lembrou que, em oito anos, o volume de crédito aumentou de R$ 300 bilhões para mais de R$ 1,4 trilhão e Tombini reforçou o dado, acrescentando que o volume atual representa praticamente metade do Produto Interno Bruto (PIB). O novo presidente do BC acredita que, a partir de agora, no entanto, o crescimento do crédito tende a uma desaceleração, com exceção do crédito imobiliário. Ele destacou que é importante que o crédito imobiliário cresça com qualidade para que não se crie uma “bolha”, a exemplo do que ocorreu em outros países.
De acordo com Tombini, a expansão do crédito foi de suma importância para a sustentabilidade econômica do país, em especial no auge da crise financeira, que dificultou o acesso ao crédito. Mas as medidas adotadas no governo Lula, destacou o presidente do BC, permitiram que a oferta de crédito voltasse à normalidade e também que se aumentasse a base de correntistas nos bancos brasileiros. Hoje, são mais de 140 milhões de contas.
Ele disse que uma das ações do BC, agora, será direcionada na busca pela inclusão financeira, ou seja, fazer com que pessoas de menor renda tenham acesso a serviços bancários como a conta-corrente. De acordo com Tombini, o BC fará campanhas educativas para que os novos correntistas não se endividem.
A expectativa da elevação da taxa básica de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também foi alvo de comentários na cerimônia de transmissão de cargo. Meirelles destacou, por exemplo, que não há motivo de alarde diante dessa possibilidade. “Nada indica que os juros não possam convergir para patamares dos países desenvolvidos”, numa indicação de que a taxa poderia entrar numa tendência de redução.

Para ele, o regime de metas de inflação, adotado há 11 anos, “é mais adequado para assegurar a estabilidade econômica do país, com mais emprego e renda.”
Tombini indicou a possibilidade de redução da meta de inflação, que hoje é de 4,5%, com flutuação de dois pontos para cima ou para baixo. O novo presidente do BC ressaltou que os desafios continuam grandes, mas que está convicto que há elementos apropriados para enfrentá-los.
Segundo ele, os mecanismos para atingir esse objetivo se devem, em grande parte à “mais longa e bem sucedida gestão do BC”, num explícito elogio a Henrique Meirelles. Tombini considerou acertada a decisão de Meirelles, durante sua gestão, em escolher para a diretoria do banco só servidores de carreira, prestigiando o quadro de pessoal do BC. Antes de assumir a presidência do banco, Tombini era diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro.
O presidente do BC se comprometeu a manter “foco amplo no monitoramento do sistema bancário”, cujo modelo de regulação, segundo ele, é referência mundial. Tombini também destacou o aumento do volume de crédito à disposição do mercado, o que, para ele, reflete a estabilidade econômica, com fortalecimento do real.
Meirelles, em seu discurso de despedida, lembrou que, em oito anos, o volume de crédito aumentou de R$ 300 bilhões para mais de R$ 1,4 trilhão e Tombini reforçou o dado, acrescentando que o volume atual representa praticamente metade do Produto Interno Bruto (PIB). O novo presidente do BC acredita que, a partir de agora, no entanto, o crescimento do crédito tende a uma desaceleração, com exceção do crédito imobiliário. Ele destacou que é importante que o crédito imobiliário cresça com qualidade para que não se crie uma “bolha”, a exemplo do que ocorreu em outros países.
De acordo com Tombini, a expansão do crédito foi de suma importância para a sustentabilidade econômica do país, em especial no auge da crise financeira, que dificultou o acesso ao crédito. Mas as medidas adotadas no governo Lula, destacou o presidente do BC, permitiram que a oferta de crédito voltasse à normalidade e também que se aumentasse a base de correntistas nos bancos brasileiros. Hoje, são mais de 140 milhões de contas.
Ele disse que uma das ações do BC, agora, será direcionada na busca pela inclusão financeira, ou seja, fazer com que pessoas de menor renda tenham acesso a serviços bancários como a conta-corrente. De acordo com Tombini, o BC fará campanhas educativas para que os novos correntistas não se endividem.
A expectativa da elevação da taxa básica de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC também foi alvo de comentários na cerimônia de transmissão de cargo. Meirelles destacou, por exemplo, que não há motivo de alarde diante dessa possibilidade. “Nada indica que os juros não possam convergir para patamares dos países desenvolvidos”, numa indicação de que a taxa poderia entrar numa tendência de redução.