Prepare-se para o pior! Obras da Copa criarão “rodízio” de carros em Cuiabá

O que é ruim vai ficar pior. Mas muito pior mesmo! O trânsito de Cuiabá, que já é um caos absoluto, deverá  tornar  vida do cuiabano um pouco pior do que se poderia imaginar a partir das obras do Projeto Mobilidade Urbana para a Copa do Mundo de 2014. Uma das medidas que está sendo …

15/01/2011 17:38



O que é ruim vai ficar pior. Mas muito pior mesmo! O trânsito de Cuiabá, que já é um caos absoluto, deverá  tornar  vida do cuiabano um pouco pior do que se poderia imaginar a partir das obras do Projeto Mobilidade Urbana para a Copa do Mundo de 2014. Uma das medidas que está sendo planejada é a implantação do rodízio, a exemplo do que acontece em São Paulo. Ou seja:  muita gente terá que deixar o carro em casa e seguir destino nos precários sistema de transportes coletivos ou pegar carona.

Além do rodízio, a Agência Executora da Copa no Pantanal, a Agecopa, está estudando a chamada alternação de horários entre os estabelecimentos comerciais e  órgãos públicos. A idéia, segundo o diretor de Infraestrutura, Carlos Brito, é diluir a concentração de veículos e pessoas em determinados horários de pico.

O trânsito de Cuiabá é quase uma tragédia cotidiana.  Há falta de planejamento, investimentos e, para completar, recheado de ações e intervenções equivocadas de seus gestores, no caso, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU). Exemplo é a Avenida Miguel Sutil, uma das poucas vias idealizadas para serem rápidas, permitindo mobilidade de um lado a outro da cidade, agora totalmente travada por rotatórias, quebra-molas e semáforos de pedestre – que poderiam ser substituídos por faixa de segurança ou passarelas.

A preocupação é considerável. A expectativa da Agecopa é para que no mês de maio – quando cessam as chuvas em Cuiabá –, a cidade já esteja recebendo obras em vários pontos. A partir daí, a população deverá estar convivendo com mudanças no trânsito. Carlos Brito informou que está sendo elaborado um cronograma para a execução de obras com medidas visando atenuar transtornos. Brito evitou falar que “as obras estarão todas sendo tocadas ao mesmo tempo”. Segundo ele, isso será feito com gestão.

“Nós não podemos travar a cidade. Será feita uma programação para que estas obras possam acontecer de tal maneira que a cidade possa conviver com esse período de muito transtorno, mas com organização. Por isso, deverão haver as obras de desbloqueio que abrirão caminhos alternativos” – ele explicou.

Enquanto aguarda a mudança climática, a Agecopa pretende adiantar as licitações. “Nós temos todos os projetos já elaborados até o momento e já na fase final de licenciamento ambiental. Outros projetos estão prontos para as licitações. Tão logo o período de chuvas se encerre, teremos condições de dar início às obras de maior repercussão da mobilidade urbana” – afirmou Brito.

O diretor ressalta que todos os pontos da transformação estão sendo detalhadamente estudados. “Só dessa forma poderemos atravessar, da melhor maneira possível, essa fase que ao final vai representar para Cuiabá e Várzea Grande um avanço de cerca de 30 anos em termos de modernidade” –  acrescenta.