Secretário classifica como antiético e autofágico comportamento de Henry

O secretário-chefe da Casa Civil Éder Moraes classificou como antiético e autofágico o comportamento do secretário estadual de Saúde Pedro Henry (PP), que recentemente, sem papas na língua, teceu duras críticas ao Paiaguás. Na oportunidade, Henry afirmou que muitas pessoas enriqueceram as custas da pasta de Saúde e que, por isso, precisaria de mais apoio …

16/01/2011 10:35



O secretário-chefe da Casa Civil Éder Moraes classificou como antiético e autofágico o comportamento do secretário estadual de Saúde Pedro Henry (PP), que recentemente, sem papas na língua, teceu duras críticas ao Paiaguás. Na oportunidade, Henry afirmou que muitas pessoas enriqueceram as custas da pasta de Saúde e que, por isso, precisaria de mais apoio político para erguer o setor e suprir as necessidades da população.

   Segundo Henry, somente assim seria possível evitar que a saúde continue nas páginas sangrentas da mídia estadual. Na oportunidade, o progressista criticou também a atuação de seu antecessor Augusto do Amaral e frisou que sua gestão vai incomodar muitos.

   Éder, por sua vez, ressaltou que as afirmações de Henry causaram mal estar dentro do staff, por isso, pediu que Henry tenha mais cautela na hora de comentar assuntos relacionados a sua pasta. “Pedro Henry é um homem público dotado de estilo próprio e proativo, porém, é necessário ter cautela ao falar da saúde pública. Criticar o antecessor, Augusto Amaral, não é correto, pois o Augusto veio do MT Saúde num momento crucial para o governo”, ponderou o secretário da Casa Civil.

   Sem esconder o desconforto com a situação, Éder pontua também que Pedro Henry, como um homem público tem a perfeita noção de como é feita a política partidária e o quanto as críticas podem incomodar os partidos da base aliada. “Na construção de um processo político não se pode causar cizânia interna e externa, é preciso ter cautela”.

   Tentando amenizar o mal estar institucional causado pelas declarações de Henry, Éder lembra que foi instalada uma delegacia dentro do prédio da secretaria de Saúde e que nos últimos 60 dias vinha acompanhando o processo de aquisições, onde nada poderia ser renovado sem a participação efetiva da Auditoria-Geral do Estado e da própria delegacia. “Portanto, transparência é o que o governo quer e rigor na condução das despesas de custeio e investimentos para que se possa investir mais com recursos oriundos da economia desejada em vários serviços prestados e aquisições de medicamentos”, ponderou Eder.

    Por fim, Éder ressaltou que sabe que é necessário aumentar a demanda e que, por isso, entende a necessidade de se colocar em funcionamento o Hospital Metropolitano, o da Criança, além da possível retomada do Hospital Central. “Sabemos ainda, essencialmente, como se procede a gestão por intermédio de Oscips e também os ralos que esses contratos podem apresentar. Agora, só podemos cobrir todo o corpo se o cobertor for na medida certa, do contrário temos que encolher o corpo e nos acomodar dentro do tamanho que nos foi dado”, avisa. Logo em seguida, pondera que Pedro Henry terá de multiplicar os recursos da saúde na forma de convênios e projetos consistentes para busca de recursos em Brasília ou em parcerias público-privadas. “Nisso sei que Pedro Henry é competente”, finaliza Éder.