Biógrafo de Obama não esconde admiração em livro

David Remnick não ficaria constrangido se, ao encarar o espelho, visse Barack Obama. Jornalista de discurso sóbrio, Remnick não esconde a admiração pelo presidente dos Estados Unidos. Exibe inteligência racional semelhante à de Obama. Editor-chefe da revista New Yorker, transformou a atração pelo político democrata em caudalosa biografia, lançada ano passado. A Ponte – Vida …

20/01/2011 09:19



David Remnick não ficaria constrangido se, ao encarar o espelho, visse Barack Obama. Jornalista de discurso sóbrio, Remnick não esconde a admiração pelo presidente dos Estados Unidos. Exibe inteligência racional semelhante à de Obama. Editor-chefe da revista New Yorker, transformou a atração pelo político democrata em caudalosa biografia, lançada ano passado. A Ponte – Vida e Ascensão de Barack Obama (Companhia das Letras) fez sucesso ao propor retrato de Obama até a eleição para presidente em 2008. O homem apresentado no livro, segundo Remnick, continua o mesmo, passados mais de dois anos de mandato.
“Exceto pelos cabelos que ficaram mais brancos, Obama não mudou nada”, disse o jornalista em palestra anteontem no Instituto 92nd Street Y, em Manhattan. “Não estou desapontado com o governo dele”, completou. No bate-papo, Remnick explicou que o trabalho “não é apoiar Obama nem transformar a revista que dirige em um veículo chapa-branca”. Mas, para ele, os Estados Unidos teriam piorado se John McCain, candidato republicano, fosse o vitorioso. “A economia estaria mais debilitada; o exército não aceitaria homossexuais; e 30 milhões permaneceriam sem cobertura não fosse a reforma na Saúde.”
A Ponte deve seu título a uma frase do congressista John Lewis. “Barack Obama é o que há no final daquela ponte em Selma.” É uma referência à
Ponte Edmund Pettus, localizada no Alabama, que serviu de palco para um ataque contra manifestantes pelos direitos civis – Lewis era um deles – perpetrado por tropas do Estado, em março de 1965, o trágico evento ajudou na aprovação do Voting Rights Act (Lei de Direito ao Voto). Filho de um queniano com uma branca do Kansas, Obama é, segundo Remnick, “o primeiro presidente a representar a diversidade da vida norte-americana”

David Remnick não ficaria constrangido se, ao encarar o espelho, visse Barack Obama. Jornalista de discurso sóbrio, Remnick não esconde a admiração pelo presidente dos Estados Unidos. Exibe inteligência racional semelhante à de Obama. Editor-chefe da revista New Yorker, transformou a atração pelo político democrata em caudalosa biografia, lançada ano passado. A Ponte – Vida e Ascensão de Barack Obama (Companhia das Letras) fez sucesso ao propor retrato de Obama até a eleição para presidente em 2008. O homem apresentado no livro, segundo Remnick, continua o mesmo, passados mais de dois anos de mandato.”Exceto pelos cabelos que ficaram mais brancos, Obama não mudou nada”, disse o jornalista em palestra anteontem no Instituto 92nd Street Y, em Manhattan. “Não estou desapontado com o governo dele”, completou. No bate-papo, Remnick explicou que o trabalho “não é apoiar Obama nem transformar a revista que dirige em um veículo chapa-branca”. Mas, para ele, os Estados Unidos teriam piorado se John McCain, candidato republicano, fosse o vitorioso. “A economia estaria mais debilitada; o exército não aceitaria homossexuais; e 30 milhões permaneceriam sem cobertura não fosse a reforma na Saúde.”A Ponte deve seu título a uma frase do congressista John Lewis. “Barack Obama é o que há no final daquela ponte em Selma.” É uma referência àPonte Edmund Pettus, localizada no Alabama, que serviu de palco para um ataque contra manifestantes pelos direitos civis – Lewis era um deles – perpetrado por tropas do Estado, em março de 1965, o trágico evento ajudou na aprovação do Voting Rights Act (Lei de Direito ao Voto). Filho de um queniano com uma branca do Kansas, Obama é, segundo Remnick, “o primeiro presidente a representar a diversidade da vida norte-americana”