Animação brasileira em 3D mostra as belezas do País

“Brasil Animado”, dirigido por Mariana Caltabiano, que estreia hoje nos cinemas, é a primeira animação nacional feita em 3D. Mas é bom deixar claro: não dá para comparar o filme com as animações estrangeiras, que são infinitamente melhores e mais bem produzidas, tanto em relação aos efeitos especiais quanto ao roteiro. O longa brasileiro utiliza …

21/01/2011 10:46



“Brasil Animado”, dirigido por Mariana Caltabiano, que estreia hoje nos cinemas, é a primeira animação nacional feita em 3D. Mas é bom deixar claro: não dá para comparar o filme com as animações estrangeiras, que são infinitamente melhores e mais bem produzidas, tanto em relação aos efeitos especiais quanto ao roteiro. O longa brasileiro utiliza as belezas naturais do País como pano de fundo para contar a história de dois personagens que rodam o Brasil à procura do grande jequitibá-rosa, uma árvore localizada no interior de São Paulo. O filme é um road movie em busca da árvore rara.
Com orçamento de R$ 3 milhões, o longa está apostando alto no retorno. Uma prova é que das 200 cópias distribuídas no Brasil, 100 são em 3D, sendo que o País possui, hoje, aproximadamente 150 salas de cinema em 3D. Uma das deficiências da produção é o fato de os desenhos serem feitos em 2D, ou seja, a imagem deles é chapada. O problema é compensado, em parte, com cenas filmadas em locações reais, como o Cristo Redentor, a Amazônia, Recife e as Cataratas de Foz do Iguaçu, que rendem belas imagens em 3D dessas paisagens. “Por mais que estejamos longe do efeito especial dos filmes estrangeiros, compensamos com o bom humor dos personagens”, acredita a diretora, Mariana Caltabiano.
Durante o passeio dos personagens, informações turísticas e curiosidades são apresentadas. Para as crianças e adolescentes, é uma ótima maneira de aprender um pouco mais sobre a geografia do País. O problema é que uma das informações passadas está errada. O filme fala de uma árvore – o tal jequitibá-rosa -, que, segundo o longa, “é a árvore mais antiga do Brasil”. A informação é baseada num folclore, segundo o qual a árvore teria 3 mil anos de vida. “Na verdade, não sabemos quantos anos tem essa planta. Pela idade de outras árvores da região, achamos que ela deve ter uns 600 anos”, diz o engenheiro florestal Heverton Ribeiro, gestor do Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), onde o jequitibá-rosa está localizado. Outra falha do filme: a árvore que motiva a viagem pelo Brasil não aparece em momento algum.

“Brasil Animado”, dirigido por Mariana Caltabiano, que estreia hoje nos cinemas, é a primeira animação nacional feita em 3D. Mas é bom deixar claro: não dá para comparar o filme com as animações estrangeiras, que são infinitamente melhores e mais bem produzidas, tanto em relação aos efeitos especiais quanto ao roteiro. O longa brasileiro utiliza as belezas naturais do País como pano de fundo para contar a história de dois personagens que rodam o Brasil à procura do grande jequitibá-rosa, uma árvore localizada no interior de São Paulo. O filme é um road movie em busca da árvore rara.
Com orçamento de R$ 3 milhões, o longa está apostando alto no retorno. Uma prova é que das 200 cópias distribuídas no Brasil, 100 são em 3D, sendo que o País possui, hoje, aproximadamente 150 salas de cinema em 3D. Uma das deficiências da produção é o fato de os desenhos serem feitos em 2D, ou seja, a imagem deles é chapada. O problema é compensado, em parte, com cenas filmadas em locações reais, como o Cristo Redentor, a Amazônia, Recife e as Cataratas de Foz do Iguaçu, que rendem belas imagens em 3D dessas paisagens. “Por mais que estejamos longe do efeito especial dos filmes estrangeiros, compensamos com o bom humor dos personagens”, acredita a diretora, Mariana Caltabiano.
Durante o passeio dos personagens, informações turísticas e curiosidades são apresentadas. Para as crianças e adolescentes, é uma ótima maneira de aprender um pouco mais sobre a geografia do País. O problema é que uma das informações passadas está errada. O filme fala de uma árvore – o tal jequitibá-rosa -, que, segundo o longa, “é a árvore mais antiga do Brasil”. A informação é baseada num folclore, segundo o qual a árvore teria 3 mil anos de vida. “Na verdade, não sabemos quantos anos tem essa planta. Pela idade de outras árvores da região, achamos que ela deve ter uns 600 anos”, diz o engenheiro florestal Heverton Ribeiro, gestor do Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), onde o jequitibá-rosa está localizado. Outra falha do filme: a árvore que motiva a viagem pelo Brasil não aparece em momento algum.