Cientista descobre celula que poderia conter a propagação de vários tipos de câncer

 Cientistas da Universidade de East Anglia (UEA), em Norwich, Inglaterra, descobriram um gene nas células cancerosas que, se bloqueado pelas drogas certas, poderia parar a disseminação da doença.  A  descoberta é um avanço no entendimento de como o câncer se propaga. A esperança é que a pesquisa leve a novas drogas capazes de parar o …

25/01/2011 09:26



 Cientistas da Universidade de East Anglia (UEA), em Norwich, Inglaterra, descobriram um gene nas células cancerosas que, se bloqueado pelas drogas certas, poderia parar a disseminação da doença.

 A  descoberta é um avanço no entendimento de como o câncer se propaga. A esperança é que a pesquisa leve a novas drogas capazes de parar o estágio crítico da doença, quando as células cancerosas se espalham por várias partes do corpo.

O gene WWP2 é um agente enzimático encontrado nas células cancerosas que ataca e destrói um inibidor natural do organismo que normalmente evita que as células cancerosas se espalhem. Os pesquisadores descobriram que, bloqueando o WWP2, os níveis do inibidor natural são impulsionados e as células cancerosas permanecem latentes.

O autor da pesquisa, Andrew Chantry, da Escola de Ciências Biológicas da UEA, disse que a descoberta poderia levar ao desenvolvimento de uma nova geração de drogas na próxima década, remédios usados para conter a disseminação das formas mais agressivas da doença, como o câncer de mama, no cérebro e de pele.

– Os estágios mais avançados de câncer envolvem um processo conhecido como metástase, uma fase crítica que não pode ser tratada ou evitada – disse Chantry. – O desafio é identificar uma droga potente para entrar nas células cancerosas e destruir a atividade do gene, o que é uma tarefa difícil mas não impossível e ainda mais fácil com o entendimento profundo dos processos biológicos revelados neste estudo.

O coordenador científico Mark Matfield, da Associação Internacional de Pesquisa de Câncer, que financiou a pesquisa, disse que “este é um exemplo perfeito de como pesquisas básicas sobre o câncer podem abrir caminhos para desenvolver novos tratamentos”.