Pesquisador orienta produtor como reconhecer nematoides da soja

Pesquisas revelam que os nematoides têm aumentado muito nos últimos anos no estado e estão presentes em praticamente todas as regiões produtoras de soja em MT.   Segundo Waldir Dias, pesquisador da Embrapa Soja e palestrante no evento, os nematoides de galhas (Meloidogyne spp.), os nematoides de cisto (Heterodera glycines), os nematoides das lesões radiculares …

29/01/2011 08:15



Pesquisas revelam que os nematoides têm aumentado muito nos últimos anos no estado e estão presentes em praticamente todas as regiões produtoras de soja em MT.
 

Segundo Waldir Dias, pesquisador da Embrapa Soja e palestrante no evento, os nematoides de galhas (Meloidogyne spp.), os nematoides de cisto (Heterodera glycines), os nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus spp.) e os nematoides reniforme (Rotylenchulus reniformis) são os que mais atacam as lavouras no estado.
 

Na palestra “Nematoides em Soja: identificação e manejo”, Dias ensina aos agricultores e técnicos como coletar amostras de solo e raízes de soja com o objetivo de identificar os diferentes nematoides presentes em lavouras de soja e passa informações de como manejar os nematoides na cultura da soja, de modo que os mesmos não comprometam o rendimento da cultura.
 

Dias explica que o manejo de nematoides na cultura da soja compreende basicamente quatro estratégias: prevenção, rotação de culturas, utilização de cultivares resistentes e a adoção de boas práticas de manejo do solo e da cultura. “No Brasil, em geral, a prevenção só funciona para o nematoide de cisto, uma vez que os outros três nematoides (Meloidogyne, Pratylenchus e Rotylenchulus) já podem estar presentes nas áreas, mesmo antes da implantação da cultura da soja. No caso do nematoide de cisto, a prevenção é importante para retardar a introdução dos nematoides em áreas indenes e, também, para evitar a introdução de novas raças do nematoide nas propriedades.”

 As outras três estratégias (rotação de culturas, uso de cultivares resistentes e o manejo do solo e da cultura), de acordo com o pesquisador, não eliminam os nematoides, mas contribuem para manter as populações dos mesmos no solo baixas, em níveis que não comprometem o rendimento da soja semeada na sequência. Dias ressalta que nenhuma destas três estratégias sozinhas resolve o problema, elas têm que ser utilizadas combinadas.
 

“Também é importante lembrar que o agricultor precisa monitorar anualmente os talhões. Cada talhão pode ter nematoides diferentes e, portanto, precisa ser cuidado de forma diferenciada. Às vezes, a cultura utilizada na rotação ou a cultivar de soja resistente a ser utilizada, nos diferentes talhões, não podem ser as mesmas”, destaca Dias.
 

Novidade – Nos Dias de Campo 2011 Fundação MT, o pesquisador Waldir Dias está apresentando os resultados preliminares de um experimento conduzido pela Embrapa Soja no município de Vera/MT e teve o objetivo de comparar os efeitos de diferentes coberturas vegetais semeadas na entressafra sobre a população de nematoides das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) no solo e sobre o rendimento da soja semeada na sequência.
 
Evento – Quatro regiões produtoras de Mato Grosso já receberam a equipe técnica dos Dias de Campo 2011 Fundação MT. Outras seis receberão a turnê que difunde tecnologia agrícola para o agronegócio. O encerramento da primeira rodada do evento será hoje (29) no município de Sorriso/MT.