Senadores e deputados escolhem na terça quem vai mandar no Congresso

O Congresso Nacional, formado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, inicia sua nova legislatura (mandato) a partir da próxima terça-feira (1º) escolhendo os parlamentares que vão mandar nas duas Casas pelos próximos dois anos. Senado e Câmara são dirigidos por suas respectivas Mesas Diretoras, formada por onze membros escolhidos pelos colegas. A função é, …

30/01/2011 11:00



O Congresso Nacional, formado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, inicia sua nova legislatura (mandato) a partir da próxima terça-feira (1º) escolhendo os parlamentares que vão mandar nas duas Casas pelos próximos dois anos. Senado e Câmara são dirigidos por suas respectivas Mesas Diretoras, formada por onze membros escolhidos pelos colegas. A função é, basicamente, ajudar na formulação das leis e administrar as Casas.
Apesar da importância do dia, a escolha dessas pessoas não é exatamente uma surpresa. Isso porque, nessa hora, quem manda é a “tradição”, que entrega o comando do Congresso aos partidos com mais parlamentares eleitos.
Isso significa que a sigla que mais eleger parlamentares fica com a presidência. No Senado, por exemplo, o escolhido deve ser o atual presidente, José Sarney (AP), senador do PMDB, que é dono de 21 cadeiras, seis a mais que o PT e dez a mais que o PSDB, as duas legendas mais votadas na sequência.
Já na Câmara, o PT, com 88 deputados eleitos, é quem deve eleger o presidente. O indicado é Marco Maia (RS), que vai disputar o cargo com Sandro Mabel (GO), que não é apoiado nem pelo próprio partido, o PR. PMDB, com 79 deputados eleitos, e PSDB, com 53, vêm em seguida.
Seguindo essa tradição, os outros cargos também obedecem a essa proporcionalidade. Assim, o segundo maior partido escolhe o 1º vice-presidente, a terceira maior bancada escolhe o 2º vice-presidente e assim por diante. Isso só muda se as negociações pedirem. É que os partidos maiores podem ceder indicações a outras siglas menores em troca de apoio a seus projetos.
Essas negociações são complexas, passam inevitavelmente pelo gabinete presidencial e começam bem antes do dia da eleição. Isso não impede que um pouco antes da votação algum deputado ou senador lance sua candidatura. Se nenhum concorrente conseguir a maioria absoluta dos votos, é convocado o segundo turno.
A votação é eletrônica, individual e secreta, tudo para garantir a independência dos parlamentares na hora de votar.
Isso tudo acontece na terça. Na quarta-feira, dia 2, é que os trabalhos começam de fato. Os 81 senadores e 513 deputados vai se juntar no plenário da Câmara para dar o ponta-pé inicial. Na ocasião, os parlamentares ouvirão a leitura do plano de governo da presidente Dilma Rousseff para o Brasil.

O Congresso Nacional, formado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, inicia sua nova legislatura (mandato) a partir da próxima terça-feira (1º) escolhendo os parlamentares que vão mandar nas duas Casas pelos próximos dois anos. Senado e Câmara são dirigidos por suas respectivas Mesas Diretoras, formada por onze membros escolhidos pelos colegas. A função é, basicamente, ajudar na formulação das leis e administrar as Casas.Apesar da importância do dia, a escolha dessas pessoas não é exatamente uma surpresa. Isso porque, nessa hora, quem manda é a “tradição”, que entrega o comando do Congresso aos partidos com mais parlamentares eleitos.
Isso significa que a sigla que mais eleger parlamentares fica com a presidência. No Senado, por exemplo, o escolhido deve ser o atual presidente, José Sarney (AP), senador do PMDB, que é dono de 21 cadeiras, seis a mais que o PT e dez a mais que o PSDB, as duas legendas mais votadas na sequência.
Já na Câmara, o PT, com 88 deputados eleitos, é quem deve eleger o presidente. O indicado é Marco Maia (RS), que vai disputar o cargo com Sandro Mabel (GO), que não é apoiado nem pelo próprio partido, o PR. PMDB, com 79 deputados eleitos, e PSDB, com 53, vêm em seguida.
Seguindo essa tradição, os outros cargos também obedecem a essa proporcionalidade. Assim, o segundo maior partido escolhe o 1º vice-presidente, a terceira maior bancada escolhe o 2º vice-presidente e assim por diante. Isso só muda se as negociações pedirem. É que os partidos maiores podem ceder indicações a outras siglas menores em troca de apoio a seus projetos.
Essas negociações são complexas, passam inevitavelmente pelo gabinete presidencial e começam bem antes do dia da eleição. Isso não impede que um pouco antes da votação algum deputado ou senador lance sua candidatura. Se nenhum concorrente conseguir a maioria absoluta dos votos, é convocado o segundo turno.
A votação é eletrônica, individual e secreta, tudo para garantir a independência dos parlamentares na hora de votar.
Isso tudo acontece na terça. Na quarta-feira, dia 2, é que os trabalhos começam de fato. Os 81 senadores e 513 deputados vai se juntar no plenário da Câmara para dar o ponta-pé inicial. Na ocasião, os parlamentares ouvirão a leitura do plano de governo da presidente Dilma Rousseff para o Brasil.