Preços de alimentos batem recorde no mercado global

Os preços dos alimentos no mercado global atingiram recorde de alta em janeiro, informou nesta quinta-feira (3) a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O índice de preços subiu pelo sétimo mês seguido e ficou em 230,7 pontos em janeiro – maior patamar desde o início da série histórica, em 1990. Em dezembro …

03/02/2011 09:05



Os preços dos alimentos no mercado global atingiram recorde de alta em janeiro, informou nesta quinta-feira (3) a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O índice de preços subiu pelo sétimo mês seguido e ficou em 230,7 pontos em janeiro – maior patamar desde o início da série histórica, em 1990.

Em dezembro o indicador ficou em 223,1 pontos. A economist da FAO, Abdolreza Abbassian, disse que a pressão sobre os preços dos alimentos não está diminuindo.

– Esses preços altos provavelmente vão persistir nos meses à frente. Altos preços de alimentos são uma grande preocupação, principalmente para países pobres, que podem ter problemas para financiar compras de alimentos de outros países, e para famílias de baixa renda, que gastam boa parte de sua renda com comida.

Ela destacou que há exceções – países onde as safras foram boas e nos quais os preços continuam baixos, se comparados às cotações globais.

Na semana passada, o secretário-geral da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Angel Gurría, disse que a alta dos preços dos alimentos e das matérias-primas básicas (commodities) ameaça o crescimento econômico global.

Ele avalia que a imposição de medidas disciplinares por meio de restrições no comércio, buscando garantir os mercados internacionais, pode amortecer a procura e os choques de oferta em alguns países individualmente.

– Os mercados agrícolas sempre foram voláteis, mas, se os governos atuarem juntos, oscilações extremas de preço podem ser mitigadas e os consumidores e produtores vulneráveis serão mais bem protegidos.

O secretário-geral também alertou os países a investirem mais em agricultura, de modo que impulsionem a produção de alimentos para atender as necessidades resultantes do crescimento da população.