Valtenir diz que não se preocupa com o assédio de partidos a Mendes

A possível saída do empresário Mauro Mendes do PSB parece não ser motivo de preocupação para o presidente do diretório estadual do partido, deputado federal Valtenir Pereira. “Esse tipo de assédio é normal todo início de ano”, ponderou o parlamentar. Até agora, duas legendas oficializaram o interesse em ter Mendes na agremiação. A primeira delas …

07/02/2011 07:14



A possível saída do empresário Mauro Mendes do PSB parece não ser motivo de preocupação para o presidente do diretório estadual do partido, deputado federal Valtenir Pereira. “Esse tipo de assédio é normal todo início de ano”, ponderou o parlamentar. Até agora, duas legendas oficializaram o interesse em ter Mendes na agremiação. A primeira delas foi o DEM que, por meio do ex-deputado Dilceu Dal Bosco, convidou, sem sucesso, o empresário ainda em dezembro do ano passado para compor a sigla. Recetemente foi a vez do PT fazer uma proposta.

   Mendes ainda não deu uma resposta ao partido, mas já confirmou que tem sido sondado por outros e que vai mesmo deixar o PSB. Os rumores são de que os motivos seriam os conflitos entre ele e Valtenir. Nos bastidores, comenta-se que parlamentar teria apoiado a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), mesmo tendo Mendes como candidato ao Palácio Paiaguás pelo PSB.

   O empresário se filiou ao partido depois de ter deixado o PR, do senador e ex-governador Blairo Maggi. Na época, Mendes já tinha disputado, sem êxito, a Prefeitura da Capital e acabou não tendo apoio dos republicanos para se lançar ao Governo do Estado. O partido preferiu apostar no projeto do então vice-governador Silval. Antes de ingressar no PR, Mendes também passou pelo PPS. Todo o processo de migração de siglas ocorreu em cinco anos.

   De acordo com Valtenir, a preocupação do PSB agora é organizar o partido. Mesmo com a medida sendo tomada de olho nas eleições de 2012, ele garatiu que ainda não se está discutindo possíveis nomes para lançar como candidatos. “Discutir essa questão agora está fora dos planos. Ainda é muito cedo. Vamos começar a pensa nisso a partir de março”, pontuou.