Economia de R$ 65 milhões // Remédio nacional contra Aids

O Brasil, pioneiro na distribuição gratuita do coquetel para o tratamento de Aids, tem uma nova aposta. A partir da próxima semana mais um medicamento, o Tenofovir, passará a ser produzido no país. O Ministério da Saúde prevê uma economia de, pelo menos, R$ 65 milhões ao ano. Isso porque, com a novidade, a produção …

10/02/2011 09:24



O Brasil, pioneiro na distribuição gratuita do coquetel para o tratamento de Aids, tem uma nova aposta. A partir da próxima semana mais um medicamento, o Tenofovir, passará a ser produzido no país. O Ministério da Saúde prevê uma economia de, pelo menos, R$ 65 milhões ao ano. Isso porque, com a novidade, a produção interna será responsável por 10 dos 20 antirretrovirais fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – também utilizados no tratamento de hepatites.

A economia é calculada sobre o preço cobrado pelo medicamento no início do projeto de produção nacional, em 2009. ´Quando iniciamos, o comprimido custava R$ 6,73. Na última compra internacional do medicamento, o Brasil pagou R$ 180 milhões. Na primeira que fizemos do laboratório da Funed, desembolsamos R$ 115 milhões`, explicou o secretário substituto de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Zich Moysés. O valor atual do comprimido é R$ 4,02, mas há um compromisso de reduzir o custo para R$ 3,06. Até 2014, espera-se uma economia de R$ 410 milhões.

A produção interna do Tenofovir é apoiada, também, por entidades da sociedade civil. Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual e advogada da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Renata Reis, o tratamento de portadores da Aids ou hepatites torna-se mais viável à medida que a indústria nacional assume a fabricação de cada um dos medicamentos. A produção inicial será de nove milhões de comprimidos, que devem estar disponíveis em março, mas expectativa é que 36 milhões sejam entregues ao Ministério da Saúde ao longo do ano.

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