Preço das terras sobe 25%

O preço médio das terras mato-grossenses subiu 25,7% nos últimos 3 anos. A valorização das áreas acompanha a alta nos valores dos alimentos cultivados em Mato Grosso, principalmente para o caso da soja que vem comemorando aumentos sucessivos para a saca com 60 quilos. Estudo divulgado pela Informa Economics/FNP mostra que o preço médio das …

13/02/2011 10:14



O preço médio das terras mato-grossenses subiu 25,7% nos últimos 3 anos. A valorização das áreas acompanha a alta nos valores dos alimentos cultivados em Mato Grosso, principalmente para o caso da soja que vem comemorando aumentos sucessivos para a saca com 60 quilos. Estudo divulgado pela Informa Economics/FNP mostra que o preço médio das terras aumentou de R$ 2,219 mil, cotado nos primeiros meses de 2008, para R$ 2,789 mil, observado no final de 2010. Também foi registrada uma diferença positiva de 9,2% em relação ao preço das terras pontuadas no início do ano passado, quando o valor alcançava R$ 2,554 mil.

Com esse desempenho, o Estado alcançou a nona posição no ranking nacional de valorização de 2009 para 2010. A liderança ficou com Santa Catarina, cuja variação chegou a 22% entre o primeiro e o último bimestre de 2010. A agrônoma Jacqueline Bierhals, gerente da consultoria e responsável pela pesquisa, explica que o preços das terras em Mato Grosso se baseia no preço cotado pela saca de soja. “Quando a oleaginosa está em alta, a tendência é que os valores das terras também aumentem”.

Conforme ela, esse cenário só está sendo consolidado porque o mercado internacional está aquecido. “Os estados que possuem economia voltada para o agronegócio estão valorizando o seu produto e consequentemente o seu território”. As imobiliárias que atuam em Mato Grosso confirmam a alta no valor das terras. Em Lucas do Rio Verde, por exemplo, o corretor Almir Felipe Corrêa, da Nossa Terra Corretora de Imóveis, afirma que desde 2008 o preço do hectare vem registrando valorização, cujo percentual chegou a 15%.

De acordo com ele, o valor é relativo ao tipo da terra. Conforme o corretor, um hectare que custava R$ 450, passou para R$ 550 em 3 anos. Ele ressalta que esse cenário na região provocou a redução do número de terras arrendadas. “Quem tem não quer vender. Quando vende acaba indo para outro município comprando terras de valor mais baixo”. Ele aponta ainda que as grandes empresas têm adquirido boa parte das terras.

A dificuldade de arrendar terras também é percebida em Barra do Garças. O corretor de imóveis Mauro Melo, da Melo & Terra Consultoria e Negócios Imobiliários, diz que as terras disponíveis para venda são adquiridas por produtores do Sul do país e até por estrangeiros. Segundo ele, as áreas para agricultura valorizaram entre 15% a 20%, enquanto que o preço da área para pastagem se manteve estável. “Isso confirma o que acontece no mercado, a soja apresentou alta no preço, enquanto que a arroba do boi se manteve estável até o ano passado”.
Brasil – O valor médio das terras no país também disparou. No fim de 2010, o preço médio do hectare alcançou níveis recordes e a maior valorização anual desde o ano de 2008. No Sudeste, Nordeste e Norte, o preço do hectare chegou a dobrar em algumas regiões entre janeiro e dezembro do ano passado. Em áreas do Sul do país, houve alta de até 92,3% no mesmo período analisado, como nas terras destinadas às pastagens de Cerro Azul (PR).