Walace será o 4º a se licenciar em 1 mês de legislatura; petista assume

 Com menos de um mês do novo mandato, o democrata Walace Guimarães (PMDB) será o quarto deputado a pedir licença. Diferente de Teté Bezerra (PMDB), João Malheiros (PR) e Antonio Azambuja (PP), que se afastaram para assumir secretarias no governo Silval Barbosa, Walace vai se submeter a uma cirurgia ortopédica. Em reunião com os colegas …

14/02/2011 12:36



 Com menos de um mês do novo mandato, o democrata Walace Guimarães (PMDB) será o quarto deputado a pedir licença. Diferente de Teté Bezerra (PMDB), João Malheiros (PR) e Antonio Azambuja (PP), que se afastaram para assumir secretarias no governo Silval Barbosa, Walace vai se submeter a uma cirurgia ortopédica. Em reunião com os colegas parlamentares, ele adiantou que, em princípio, pedirá afastamento por 15 dias e, depois, estenderá o prazo para 121 dias. Nesse caso, quem retornará à Assembleia é o “eterno” suplente Alexandre Cesar (PT), que na Legislatura passada ficou na vaga do titular Ságuas Moraes por praticamente três anos. Assim, enquanto Walace vai realizar cirurgia e ficar de “molho” por alguns dias, Alexandre pedirá afastamento novamente do cargo de procurador do Estado para voltar ao Legislativo mato-grossense.

    Walace quer aproveitar a licença para se articular politicamente. Ele é pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, segundo maior município mato-grossense. Já concorreu ao cargo, em 2004, quando estava no antigo PFL (hoje DEM) e perdeu para Murilo Domingos (PR), que veio a se reeleger em 2008 e agora não pode mais concorrer ao terceiro mandato consecutivo. O PMDB considera o deputado candidato natural à sucessão municipal.

    Se nesse caso a AL considerasse a interpretação do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a vaga deva ficar com o suplente do partido e não da coligação, quem entraria com o afastamento temporário de Walace seria o seu colega peemedebista Adalto de Freitas, hoje na condição de quarto suplente do bloco PMDB, PT e PR. Aliás, a ex-deputada Chica Nunes (DEM) até já ingressou com mandado de segurança junto ao TSE, questionando a ordem das suplências. Mesmo não tendo chances imediatas de assumir uma vaga na AL, ela espera melhorar sua colocação no “ranking” dos não-eleitos. Sairiam de sexta para terceira suplente. A regra das eleições impostas pelo TSE, porém, é do direito ao espaço ficar com suplente da coligação.

   Os acordos para haver rodízio entre titulares e suplentes se transformaram numa farra. Na legislatura anterior, 18 suplentes passaram pela experiência de se tornarem deputados, ao menos por quatro meses. Desta vez, embora não conseguiram se reeleger, já estão ocupando cadeira entre os 24 parlamentares os republicanos Ondanir Bortolini, o Nininho, e Emanuel Pinheiro e o progressista Luizinho Magalhães.