Bolsas confeccionadas por reeducandas serão vendidas nas Lojas Avenida

A partir desta quinta-feira (17) as lojas Avenida do Pantanal Shopping e do Shopping Três Américas, ambas em Cuiabá, receberão as bolsas fabricadas por seis detentas do presídio feminino Ana Maria do Couto “May”. As bolsas são fruto de um projeto de incentivo à ressocialização da empresa Pantanal Bolsas. A parceria visa fortalecer o projeto …

15/02/2011 12:06



A partir desta quinta-feira (17) as lojas Avenida do Pantanal Shopping e do Shopping Três Américas, ambas em Cuiabá, receberão as bolsas fabricadas por seis detentas do presídio feminino Ana Maria do Couto “May”. As bolsas são fruto de um projeto de incentivo à ressocialização da empresa Pantanal Bolsas. A parceria visa fortalecer o projeto para que mais reeducandas possam participar da confecção das bolsas. “A fábrica tem capacidade de produzir mais, mas eles contam apenas com seis detentas”, explica a compradora de acessório e calçados femininos Dilmar Silva Siqueira. “O problema é que eles ainda não conseguiram colocar o produto no mercado e vendem as bolsas avulsas”. Segunda a compradora, é difícil para a Pantanal Bolsas manter o projeto, pois compram a matéria prima em pequena quantidade e isso a torna muito cara. A parceria com a Lojas Avenida vem justamente para resolver o problema. Com apoio de uma empresa que possui 70 filiais em 8 Estados, o projeto tem tudo para decolar. Por enquanto foram compradas as 39 unidades já prontas, mas a perspectiva é que sejam consumidas pelo menos 200 unidades por mês pelas lojas. No meio tempo, o diretor de compras da Avenida, Laércio Fajoni, viajará a Franca/SP a procura de um fornecedor de couro mais barato para que mais unidades possam ser fabricadas com menos custo. Uma das responsáveis pela Pantanal Bolsas, Márcia Bertonili, afirma que a parceria é como um sonho realizado. “É o que eu sempre almejei, já que a Lojas Avenida nasceu aqui em Cuiabá e cresceu aqui”. Para ela, a palavra orgulho é o que define o projeto, idealizado por sua mãe, a agente prisional Rosalina Bertolini. “Nós escutamos depoimentos de detentas dizendo que se não fosse o projeto, já teria cometido suicídio, é isso que nos motiva”, conta Márcia. As detentas recebem um auxílio que é usado para custear parte dos gastos de mantê-las no presídio, outra parte vai para a família das detentas e o restante é guardado em uma poupança para quando elas saírem de lá. A iniciativa está dando certo e uma ex-detenta que participou do projeto foi “recontratada” pela empresa, com carteira assinada e tudo. Uma prova de que o projeto é frutífero. Pantanal Bolsas – Fundada em fevereiro de 2010, a empresa tinha a ideia inicial de vender couro de jacaré, por isso o nome Pantanal Bolsas. Mas as dificuldades de preço e de conseguir a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA, impossibilitaram que isso se concretizasse. A marca criada para estampar as bolsas fabricadas pelas detentas é a Cayman. O projeto é uma parceria com a Fundação Nova Chance e uma cela foi adaptada e equipada para recebê-lo. A cela possui cinco máquinas de costura, duas mesas utilizadas para fazer os primeiros moldes das bolsas e o acabamento das peças, além da máquina para o corte do couro, próprio para esse tipo de trabalho. Lojas Avenida – As lojas Avenida e Giovanna Calçados fazem parte da rede Lojas Avenida, fundada em Cuiabá em 1978. São 70 lojas em 8 Estados e previsão de 12 inaugurações em 2011, com o acréscimo da Bahia e do Pará, totalizando 10 Estados. A rede é especialista em vender as últimas tendências da moda com preços justos e ótimas condições de pagamento. Os produtos vão desde roupas femininas, masculinas, infantis, calçados e acessórios até cama, mesa e banho.