Alta supera 31,5%, aponta CDL

De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), em março a inadimplência cresceu 31,56% em volume de registros (inclusões de nomes) na comparação com fevereiro. Em valores, a expansão é de 7,43%. O acumulado de dívidas no banco de dados da CDL Cuiabá atinge …

08/04/2011 10:33



De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), em março a inadimplência cresceu 31,56% em volume de registros (inclusões de nomes) na comparação com fevereiro. Em valores, a expansão é de 7,43%. O acumulado de dívidas no banco de dados da CDL Cuiabá atinge mais de R$ 178,60 milhões.

Os percentuais apurados pela CDL estão acima da média nacional, divulgada ontem pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em 22,61%.

O presidente da CDL/Cuiabá, Paulo Gasparoto, explica que “realmente o encarecimento das taxas de juros é um dos motivos para a inadimplência. O lojista deve apertar o cerco sobre a concessão de crédito, tomando todos os devidos cuidados e usando todas as ferramentas como a consulta em bancos cadastrais, avaliação da ficha e capacidade de endividamento do consumidor”.

No Brasil, conforme a CNDL, a elevação do número é consequência do descontrole no orçamento doméstico em função do pagamento de impostos como IPTU e IPVA, nos dois primeiros meses do ano, além de despesas acumuladas com viagens e festejos durante o Carnaval.

Comparado ao mesmo período de 2010, a taxa de inadimplência subiu 4,3% em março. Os principais fatores que contribuíram para este resultado foram o encarecimento do crédito devido à elevação ininterrupta da taxa Selic nas últimas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e a falta adequada de critérios para o uso do crédito mais caro nas compras com cartão de crédito e no uso do limite do cheque especial.

Segundo o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, com este resultado o varejo vai se tornar mais exigente. “Acendeu o sinal amarelo. Os números de março não são bons. Estamos achando que a inadimplência vai continuar subindo. O comércio deve ficar mais cauteloso, e como resultado teremos que o varejo vai se tornar mais exigente na concessão do crédito”, completou.

Fonte: Diário de Cuiabá