BC sinaliza que ciclo de alta da juros continuará

A menos de uma semana da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da Selic – a taxa básica de juros do país, a partir da qual todas as demais são formadas – não terminará tão cedo quanto imagina o mercado. – …

16/04/2011 11:00



A menos de uma semana da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da Selic – a taxa básica de juros do país, a partir da qual todas as demais são formadas – não terminará tão cedo quanto imagina o mercado.
– Estamos no meio de um ciclo de aperto monetário. Já subimos os juros (…) e temos adiante mais trabalho a fazer.
Em palestra em um seminário sobre as perspectivas econômicas para a América Latina, promovido pelo Brookings Institution, Tombini disse também que é “dever” do BC “assegurar a estabilidade financeira e a inflação dentro da meta”.
Ele explicou ainda sua preocupação com os riscos inflacionários e com uma futura instabilidade financeira, decorrentes da intensa entrada de dólares no Brasil. O compromisso do BC, a rigor, é fazer a inflação ficare em 4,5% em 2012 – o que significa derrubar o indicador que atualmente está perto de 6,5%.

A menos de uma semana da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou que o ciclo de aumento da Selic – a taxa básica de juros do país, a partir da qual todas as demais são formadas – não terminará tão cedo quanto imagina o mercado.
– Estamos no meio de um ciclo de aperto monetário. Já subimos os juros (…) e temos adiante mais trabalho a fazer.
Em palestra em um seminário sobre as perspectivas econômicas para a América Latina, promovido pelo Brookings Institution, Tombini disse também que é “dever” do BC “assegurar a estabilidade financeira e a inflação dentro da meta”.
Ele explicou ainda sua preocupação com os riscos inflacionários e com uma futura instabilidade financeira, decorrentes da intensa entrada de dólares no Brasil. O compromisso do BC, a rigor, é fazer a inflação ficare em 4,5% em 2012 – o que significa derrubar o indicador que atualmente está perto de 6,5%.

O centro da meta definida pelo Banco Central é de 4,5%. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, usado pelo BC para controlar a inflação), no entanto, pode variar em uma margem de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. Ou seja, ela terá sido atingida se o indicador ficar entre 2,5% e 6,5%.

A maioria dos analistas independentes prevê alta de 0,5 ponto porcentual – de 11,75% para 12,25% ao ano – como a última alta do período pós-crise internacional.

Tombini indicou ainda que o BC e o Ministério da Fazenda já estão se preparando para um período de saída de capitais, motivado pelo aumento dos juros nos Estados Unidos e na Europa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte:R7