Éder Moraes afirma que “escolha do sistema será responsável”

Decidido a encontrar o melhor caminho que atenda as pretensões da população no aguardo não apenas da Copa do Mundo de 2014, mas do legado que ficará no pós-Copa como um todo, o presidente da Agecopa, Eder Moraes, disse ontem por telefone que se faz necessário atentar para a realidade de Cuiabá, de Mato Grosso …

04/05/2011 12:21



Decidido a encontrar o melhor caminho que atenda as pretensões da população no aguardo não apenas da Copa do Mundo de 2014, mas do legado que ficará no pós-Copa como um todo, o presidente da Agecopa, Eder Moraes, disse ontem por telefone que se faz necessário atentar para a realidade de Cuiabá, de Mato Grosso e do Brasil. Ele ponderou que o nível de desenvolvimento da Europa quando foram implantados sistemas de transporte coletivo como os VLTs, metrôs, trens e rodovias era infinitamente superior ao do Brasil, mas isto não quer dizer que não se pode planejar e executar obras essenciais como o VLT.
Ele disse que o governador Silval Barbosa ficou impressionado com o nível de desenvolvimento e das obras públicas, assegurando que o quanto antes o Executivo decidirá a melhor opção, levando em consideração custos, parcerias e resultados finais, explicando que não se pode admitir um transporte que fique distante da realidade das pessoas que utilizam o transporte coletivo de massa.
A Gazeta – Qual será o sistema de transporte escolhido?
Eder – Sem dúvida o melhor é o VLT. Mas só isto não basta. É preciso ver em que condições ele será executado e quais os custos finais, além dos resultados para a população.
Gazeta – Mas é tão difícil decidir?
Eder – As pessoas acreditam que as obras de um VLT são apenas trilhos, estações e vagões. Essa não é a realidade. São necessárias obras de fundações, de rede de esgotamento sanitário. obras de drenagem, de rede de energia entre tantas outras que fazem parte do todo que é o sistema VLT.
Gazeta – E a questão do custo da passagem final?
Eder – É difícil se falar agora em custo. Sabemos e trabalhamos para que o mesmo seja acessível à população que necessita do transporte coletivo, mas não podemos deixar de reconhecer que em havendo um sistema como o VLT instalado em Cuiabá, pessoas de outro nível, inclusive proprietários de veículos, vão preferir utilizar o novo modelo de transporte. Isto representa dizer que naturalmente haverá um aumento na demanda porque muitos que não utilizam o sistema atual por causa de sua precariedade, poderão passar, ou melhor dizendo, vão passar a utilizar o VLT. Essa mobilidade, poderá abaixar o custo das passagens que é trabalhado para ficar em valores compatíveis com o serviço prestado, ou seja, não dá para se pagar por um serviço totalmente diferente e melhorar o preço praticado na atualidade.
Gazeta – O Poder Público terá recursos para investir nestas obras?
Eder – O Governo do Estado quer parceiros, tem capacidade de endividamento e o governador Silval Barbosa, espera atender a população com o que há de melhor e mais moderno. Não temos muito tempo para decidir as coisas, mas se for possível nós optaremos pelo melhor para a população. Estamos esperando por parcerias com a iniciativa privada, e pela receptividade que temos recebido acredito que elas acontecerão de forma natural e melhor do que muitos acreditam que aconteceria.
Gazeta – Como o Estado pretende ouvir a população?
Eder – Os deputados estaduais vão fazer uma audiência pública e vamos fomentar a discussão, a participação da população, pois ela é a maior interessada. Temos que nos ater a uma solução para este que deve ser o maior legado pós-Copa do Mundo, mas existem outras obras e ações que potencializarão Mato Grosso e nos transformarão em vitrine para o Mundo. A decisão de vir à Europa foi mais que acertada, porque nada se compara ao sistema que se pretende fazer. Não adianta as pessoas quererem criticar dizendo que existem modelos de VLT em outras cidades do Brasil. Uma obra desta necessita de know-how e viemos no melhor lugar para conhecer, discutir e definir o modelo esperado.
Gazeta – Nos últimos dias ouviu-se falar num sistema híbrido, ou seja, parte VLT, parte BRT, fora os ônibus convencionais. Isto seria possível?
Eder – Acredito que não, por uma questão de custo e viabilidade. Pode ser que no futuro, o sistema escolhido se complemente com um sistema melhor ou complementar, diante dos avanços que este tipo de transporte conquista a cada dia, mas a nossa decisão agora terá que ser de forma definitiva e pensando que neste ano teremos que vencer os obstáculos dos prazos legais dos processos e projetos para que em 24 meses as obras estejam concluídas e atendendo à sociedade. Se for VLT será apenas este. Se não, será o BRT.
Gazeta – Não existe risco das coisas não darem certo?
Eder – Estou convicto que não. O governador Silval Barbosa e as demais autoridades estaduais, como os deputados, estão participando das decisões e isto será importante para se definir o melhor sistema e colocá-lo em prática. Não existe receio em se investir recursos pela busca do melhor sistema, mas estamos fazendo-o com responsabilidade e sem prejudicar as outras obrigações do Estado.
Fonte: Gazeta