Aumento da inflação faz inadimplência registrar 2ª alta mensal consecutiva

Dívidas de financiamentos atrasadas e contas não pagas foram mais de 8 em cada 10 calotes A inadimplência cresceu em abril porque o consumidor deixou de pagar a fatura do cartão de crédito, a conta de água ou luz ou as parcelas de financiamentos de bancos, financeiras e lojas. É o que mostra a pesquisa …

11/05/2011 11:55



Dívidas de financiamentos atrasadas e contas não pagas foram mais de 8 em cada 10 calotes

A inadimplência cresceu em abril porque o consumidor deixou de pagar a fatura do cartão de crédito, a conta de água ou luz ou as parcelas de financiamentos de bancos, financeiras e lojas. É o que mostra a pesquisa mensal de inadimplência feita pela empresa de análise de crédito Serasa Experian.

O levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) mostrou que, em abril, o calote cresceu pelo segundo mês consecutivo. Juntas, as dívidas bancárias e não bancárias (que envolve de cartões de crédito e financeiras a lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) somaram 86,8% do total – ou mais de 8 em cada 10 dívidas não pagas.

Na comparação com março, a inadimplência aumentou 1,5%. Na comparação com o ano passado, o calote cresceu 17,3%. A Serasa diz que o endividamento maior dos consumidores e o avanço da inflação, que reduz o poder de compra do consumidor, têm feito com que a inadimplência continue progredindo.

– A renda cada vez mais comprometida com as dívidas e os gastos realizados em decorrência dos feriados prolongados elevaram a inadimplência do consumidor. Vale ressaltar que abril teve 19 dias úteis, o que contribuiu para um crescimento menor, quando relacionado com março, que teve 21 dias úteis.

Enquanto as dívidas bancárias e não bancárias cresceram, o total de protestos e os cheques devolvidos no mês passado diminuíram. Juntas, elas representaram pouco mais de 1 em cada 10 dívidas (ou 13,2% do total). Em relação a março, a queda nesses tipos de débitos do consumidor foi de 12,6% e 14,6%, respectivamente.

A Serasa aponta que, de janeiro a abril deste ano, o valor médio devido em dívidas bancárias passou de R$ 1.359,11 para R$ 1.284,76. O mesmo ocorreu com as parcelas não pagas do cartão de crédito ou as contas atrasadas de lojas e das fornecedoras de água e luz: o valor médio caiu de R$ 385,51 para R$ 312,44.

O custo dos títulos protestados foi de R$ 1.161,20 para R$ 1.251,68 na comparação dos primeiros quatro meses deste ano com o começo do ano passado. Os cheques sem fundos foram de R$ 1.206,89 para R$ 1.286,29 no mesmo período.

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do C

onsumidor leva em conta sua base de dados de clientes em todo o país para servir como termômetro do comportamento da inadimplência.

Fonte:AgoraMs