Pesquisa inédita indica que manicures correm risco de contrair hepatite

Uma pesquisa inédita no mundo feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que 81% das manicures não estão protegidas contra a hepatite B. Os dados foram coletados pelo Instituto de Infectologia do hospital estadual Emílio Ribas. Ao deixarem de se proteger as profissionais também colocam em risco a saúde das clientes. …

20/05/2011 12:58



Uma pesquisa inédita no mundo feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que 81% das manicures não estão protegidas contra a hepatite B. Os dados foram coletados pelo Instituto de Infectologia do hospital estadual Emílio Ribas. Ao deixarem de se proteger as profissionais também colocam em risco a saúde das clientes.
Além de afirmar que as trabalhadoras não se imunizam, o estudo indicou que 59% das manicures responderam não saber que as três doses da vacina são oferecidas gratuitamente aos profissionais da sua classe em toda a rede pública de saúde.  Nos dados ainda conta que apenas 19% haviam tomado as três doses que protegem contra a hepatite B.
De acordo com a secretaria, as manicures e podólogos fazem parte do principal grupo de risco de contrair a doença. “O vírus da hepatite B é 100 vezes mais infeccioso que o do HIV e permanece por uma semana no ambiente. Para contaminação basta apenas uma gota de sangue”, explicou a responsável pelo estudo, Andréia Schunck, que é formada em enfermagem e possui doutorado em infectologia.
Segundo Andréia, um dos motivos para a falta de informação das manicures é o fato de a profissão não ser regulamentada. “Elas não são preparadas e tem a falsa sensação que sabem o que é esterilização de materiais. O forninho que muitos salões possuem não funciona. O grande problema é a falta de adequações das empresas.”
Para Andréia, a maneira ideal de esterilização é através de um equipamento chamado autoclave que custa em média R$ 1,5 mil.
Risco/Além da ausência da vacina, as profissionais correm risco de contaminação de outras maneiras. É possível adquirir a doença após um corte durante a retirada da cutícula ou com o uso de lixas e palitos em várias clientes. “Notamos que as manicures também não lavam as mãos antes ou depois de fazer as unhas. Isso é o mínimo. É preciso higienizar as mãos, colocar luvas descartáveis e lavar de novo ao terminar cada cliente”, explicou.
Descuido/ A manicure Eliana Carolina de Paiva, de 23 anos, afirmou que não sabia que precisava se imunizar para exercer a profissão. “Nunca ninguém me falou nada sobre isso. Não fazia a menor ideia. Acho que as escolas de manicure deveriam avisar e o governo deveria fazer uma campanha”, explicou a moradora do bairro Eldorado, em Diadema, que trabalha sem luvas.

Fonte: Rede bom dia