Greve geral no Estado

Os profissionais da rede estadual de educação param as atividades na próxima segunda-feira por tempo indeterminado. A greve geral foi aprovada durante assembleia da categoria realizada ontem, no ginásio da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Mato Grosso tem hoje cerca de 30 mil profissionais da Educação, sendo 17 mil professores trabalhando em 730 escolas. …

31/05/2011 07:59



Os profissionais da rede estadual de educação param as atividades na próxima segunda-feira por tempo indeterminado. A greve geral foi aprovada durante assembleia da categoria realizada ontem, no ginásio da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. Mato Grosso tem hoje cerca de 30 mil profissionais da Educação, sendo 17 mil professores trabalhando em 730 escolas.

Mais de 90 municípios enviaram representantes à assembleia para discutir a campanha salarial da rede e votar a proposta encaminhada pelo governo do Estado. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) estima que 1,5 mil pessoas estiveram no ginásio. A greve foi aprovada por quase todos os presentes.

A categoria reivindica piso salarial de R$ 1.312, a ser implantando imediatamente. O Estado enviou proposta que prevê aumento de 10% no salário em maio, 3%, em dezembro, e a totalização do piso para abril do próximo ano. O salário atual é de R$ 1.135. “Nós queremos que [o piso] seja colocado em prática imediatamente. Estudos comprovam que isso é possível, que o Estado tem receita pra isso”, disse Gilmar Soares Ferreiras, presidente do Sintep.

O sindicato apresentou estimativa de arrecadação do Estado em 2011 baseada nos números dos anos anteriores – conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo o levantamento, mesmo com piso salarial de R$ 1.312, os gastos com salário não ultrapassariam 60% da receita da Educação, como manda a lei, chegando a 57,6%. Com os 10% propostos pelo Estado, a folha de pagamento seria responsável por 55,8% da receita. O levantamento considera o piso atual de janeiro a abril e, entre maio e dezembro, 13º salário e um terço de férias, as propostas de aumento da Seduc e do sindicato.

O sindicato também apresentou comparativo dos salários de outros servidores do Estado que possuem nível médio e ganham mais do que professores, que têm nível superior. Exemplos são os assistentes do Sistema Único de Saúde e do Sistema Penitenciário, que ganham, respectivamente, R$ 1.233 e R$ 1.415.

Os profissionais criticaram a aprovação de aumento de 10% para os professores, aprovada na semana passada pela Assembleia Legislativa. “Não houve contato por parte do governo sobre o envio dessa proposta, que o sindicato não aprova”, afirmou Soares. A categoria também pede a posse imediata de 1,5 mil aprovados no último concurso e o aumento dos gastos do Estado com Educação. “Atualmente não são gastos nem 25%, sendo que o correto é 35%”, disse Soares.

A secretária de Educação, Rosa Neide Almeida, disse que o Estado não tem receita para pagar o piso pedido pelos profissionais e que 87% da arrecadação da Pasta são para a folha de pagamento. Ela disse ainda que a Secretaria está aberta a negociações com o sindicato.

fonte: Diário de Cuiabá